Após reunião, moradores do KM 2 fazem abaixo-assinado e seguem mobilizados contra pátio de eventos no Ceap

(Foto: Carol Souza/NV)

Moradores do bairro KM 2 foram a Câmara de Petrolina na manhã desta quinta-feira (19) para solicitar o uso da tribuna livre para engajar os vereadores e membros da sociedade na luta pela revogação da implantação do novo pátio de eventos na área do antigo Ceap. A ideia surgiu na noite de ontem (18) quando eles se reuniram em busca de uma solução para evitar a construção do equipamento no local. A participação naquela sessão ordinária não foi possível, mas segundo a presidente da Associação de Moradores do KM 2, Joana Dark Clemente, uma nova deve ser marcada pelo presidente da mesa diretora, Osório Siqueira.

“Nós decidimos que vamos fazer um abaixo-assinado, já estamos encaminhando. Viemos aqui buscar um espaço para que a gente se pronunciasse, mas infelizmente não foi possível hoje, mas será possível á na frente. A nossa preocupação é com a segurança, a nossa população é de 80% de idosos. Infelizmente ou felizmente tem pessoas que acreditam que o espaço é legal, mas não é. Minha gente, façam alguma coisa, se mobilizem, tentem sensibilizar o prefeito para esse evento não venha para cá. Porque infelizmente não vai ser só o São João, vão ter outros eventos, vai ser aberto. Quantos eventos virão para Petrolina e serão destinados ao Pátio de eventos?”, questionou Joana.

Greice Lane Granja também vê a mudança na paisagem do bairro com muita preocupação. Moradora da localidade desde a infância ela questiona as implicações legais ligadas a tal empreendimento. “Além da segurança da gente que estamos preocupados, ali é um bairro antigo, a maioria das casas tem muro baixo, não tem segurança eletrônica, pouquíssimos tem cerca elétrica. Esses eventos trazem consequências como assaltos, roubo, pessoas com acesso a bebida alcoólica, drogas, acidentes, o trânsito ali é inviável. (…) gente está lutando pelo bairro KM 2 mas não seremos os únicos atingidos. Ali na Avenida das Nações, próximo tem o Hospital Dom Tomás. Eu tenho amigos que fazem tratamento lá, paciente com câncer, alguns em estágio terminal. Não justifica. O São João quando era no espaço do Centro de Convenções não foi retirado quando construíram o Hospital de Traumas porque não pode ter barulho. Imagine uma pessoa debilitada que está debilitada precisando de descanso. Se ponha no lugar dela”.

Morador do bairro há 40 anos, José Cardoso de Miranda também lamenta. “Nós não fomos avisados de nada sobre a construção do pátio de eventos. A gente se preocupa realmente com a invasão, o constrangimento que vai ser causado naquela comunidade. Existe uma ação deles, dizendo que vão fechar todos os acessos à comunidade e que ali onde existe a BR vão construir uma passarela para facilitar para quem estacionar no fundo da Rádio Grande Rio. Estamos sabendo mas entendemos que é uma coisa quase inviável e que essa coisa não vai acontecer. Eu pergunto porque esse pátio de eventos vai ser no antigo Ceap? O que temos conhecimento é que será num local provisório. Por que não fazer esse gasto num local definitivo”, questionou.