Em Petrolina, Ministro do Desenvolvimento Regional planeja soluções para otimizar Operação Pipa

Após reunião com integrantes do comando da Operação Pipa, o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto repassou em entrevista suas impressões acerca das melhorias necessárias para o desenvolvimento desse programa. Cumprindo a primeira parte da agenda em Petrolina da sede do 72º Batalhão de Infantaria Motorizado (72BI), onde conheceu todas as etapas da operação, que inclui a contratação dos pipeiros, checagem e rastreamento, Canuto explicou que, o programa é executado com excelência pelo Exército Brasileiro, porém, onera as tropas com uma atividade que, em alguns aspectos, foge da sua função.

“A gente conheceu aqui detalhes da operação, assistimos agora a uma apresentação detalhada dos números, das dificuldades. Acho que a mensagem principal, primeiro: o Exército dá conta, entrega resultado, mas a operação sobrecarrega o efetivo e a atividade-fim das forças e que há necessidade de adotarmos outras ações para substituir a Operação Pipa onde for possível, mas sempre tendo como preocupação principal a manutenção da oferta de água”, explicou.

Segundo dados repassados pelo Comando-Geral Militar do Nordeste, 950 militares trabalham diariamente em numa média de aproximadamente 500 municípios da região Nordeste e Norte de Minas somando cerca de 1,8 milhão de pessoas atendidas pelo programa.

Entre as soluções pensadas para os entraves apresentados pelo Exército, o ministro apresentou três possibilidades. “Primeiro, ações estruturantes que são constantes do Plano Nacional da Segurança Hídrica para que tenhamos mananciais sejam mais próximos e o custo da operação fique menor. Também ações pontuais locais como o Programa Água Doce possibilitando a instalação de sistemas de dessalinização onde for possível para que essas comunidades sejam abastecidas dessa forma e não pela Operação Pipa e por fim, repensar, reformular a operação para que deixe essa sobrecarga no Exército, colocando de forma terceirizada em alguns carros, alugando estruturas que não estão dentro do Exército, principalmente pelo que o general Freire Gomes colocou uma preocupação de colocar tantos civis numa área militar que tem uma vida própria e que tem que ser preservada”, pontuou.

O Programa de Distribuição de Água Potável no Semiárido Brasileiro, conhecido como Operação Pipa, foi implementado pelo Governo Federal há mais de 20 anos com o objetivo de abastecer com de água potável para o consumo humano o Polígono da Seca Nordestino, norte de Minas Gerais e Espírito Santo. Este ano a atividade conta com a previsão orçamentária de R$ 750 milhões previstos pra 2019. Até agora foram gastos R$ 348 milhões.