Lucas diz que há pressa em “vender” serviço de água e esgoto para citadas na Lava Jato: “Esforço incrível”

Para o deputado estadual Lucas Ramos, o objetivo da Prefeitura de Petrolina é vender o serviço de tratamento água e coleta de esgoto ao promover uma licitação para o setor. Em entrevista ao Nossa Voz nesta segunda-feira (13), o parlamentar até arriscou, sem apresentar provas, dois nomes que poderiam encabeçar a lista de contempladas como a Odebrecht e a OAS, citadas inclusive na Operação Lava Jato. Ramos ainda apontou a obrigatoriedade do Município em ressarcir a Compesa dos investimentos já feitos na cidade caso se confirme a saída da estatal.

“Na verdade o que a gente vem tentando esclarecer é como a Prefeitura de Petrolina vai dispor desse novo contrato de concessão (…). Primeiro porque existe um contrato celebrado entre o município e Compesa e contratos devem ser cumpridos podendo, claro, evidentemente, ser rescindidos por uma das partes. Porém haverá a necessidade de indenização. Então se o prefeito Miguel Coelho quer romper o contrato com a Compesa, ele precisa dizer a população petrolinense se haverá, primeiro, alteração na tarifa que é paga pelo consumidor, ou seja, se vai haver aumento na conta de água e esgoto da população. Segundo, como é que o prefeito vai indenizar a Compesa que vem investindo nos últimos 10 anos na ordem de R$ 200 milhões na compra de equipamentos, tubulação, bombas, equipamentos como esse caminhão de desobstrução da rede de esgoto. Como é que o município vai indenizar a Compesa nesse tipo de equipamento?”, questionou.

O deputado afirmou ainda que espera por um detalhamento oficial da gestão municipal dessa indenização. “Porque a infraestrutura instalada em Petrolina é da Compesa. Se você vai romper o contrato com a Compesa ela não pode simplesmente pegar uma retroescavadeiras e levar milhares e milhares de quilômetros de tubulação. Ela vai ter que ser incorporada a rede do município e ele terá que pagar por isso. Quem paga não é prefeito de Petrolina, é o povo de Petrolina e até agora esperamos a resposta do prefeito Miguel Coelho, esperamos sobre as respostas do presidente da Agência Reguladora do Município de Petrolina, mas não chegou. Não chegou porque eles não tem isso planejado”.

Lucas Ramos ainda duvidou que a tramitação necessária para a introdução de uma nova empresa aconteça em tempo hábil. “A nova licitação não foi nem aprovada pelo Tribunal de Contas de Pernambuco, ou seja, a gente está vendo que é apenas balela, apenas discurso fácil de quem quer criticar uma empresa pública, como é a Compesa, que tem a capacidade para grandes investimentos porque tem o Governo do Estado como avalista em todos os seus empréstimos, em todos os seus contratos firmados, celebrados com bancos particulares ou instituições públicas. O que a gente vê acontecer é um esforço incrível de vender o sistema de água e esgoto de Petrolina para empresas que estão envolvidas na Lava Jato como Odebrecht, como OAS, que financiou a corrupção no Brasil nos últimos anos, prova disso é que tem meio mundo de empresários presos e de políticos sendo investigados por conta de má conduta”, disparou.