Oposicionista parte em defesa de Ana Pesticaria e dispara contra o prefeito: “Não sabe o que é dificuldade”

Com a presença de Ana Miranda na plateia, vereador critica atitude da gestão municipal

O clima esquentou na Câmara de Petrolina. Na sessão desta terça-feira (18) o vereador Paulo Valgueiro apresentou um requerimento solicitando da Prefeitura de Petrolina informações sobre a situação dos comerciantes que detém a concessão de uso de bares e restaurantes instalados na Orla da cidade. O documento, aprovado pelos vereadores, reascendeu a polêmica da derrubada do quiosque utilizado por Ana Miranda, ocorrido na última sexta-feira (14).

Com a presença da comerciante na plateia, o vereador Gabriel Menezes discursou apontando o que classificou de truculência da gestão Miguel Coelho. Ana já havia dado sua versão sobre a acusação de vender o bem público numa rede social e também divulgou uma liminar concedida a seu favor sobre a posse do imóvel.

Em apoio a ex-candidata a vereadora, Gabriel Menezes já iniciou seu pronunciamento cobrando o mesmo tratamento da mesa dado ao vereador Ronaldo Silva, que passou mais de 10 minutos discorrendo sobre sua saída da presidência do Petrolina Futebol Clube e recebendo apoio dos colegas. Em seguida Menezes apontou falhas na ação da administração Municipal, fazendo duras críticas ao prefeito Miguel Coelho. “Tá aí, é um prefeito que desrespeita a Justiça, tem o pescoço grosso e não respeita não. Não espera a decisão judicial. É tanto que ontem foi proferida a liminar favorável a você (Ana), que teria o seu restaurante de volta, mas três dias antes ele (prefeito) foi lá e colocou abaixo porque Miguel Coelho não sabe o que é dificuldade. Quando Miguel Coelho nasceu já respirou os ares das benesses do poder e do dinheiro público. Ele não sabe o que é enfrentar dificuldade nessa vida. Então como é que ele vai se compadecer?”, questionou.

Interrompido pelo presidente Osório Siqueira, que buscava agilizar a sessão para que fosse iniciada a audiência pública prevista para aquela manhã, Gabriel ainda questionou se os demais estabelecimentos instalados na Orla de Petrolina também serão derrubados, apontando tratamento desigual entre as bancadas de situação e oposição. “Estão tentando te desconstruir (Ana) dizendo que a ação se deu porque você tentou vender num, aplicativo de vendas pela internet e mesmo que lá atrás tenha postado. (…) Eu quero concluir questionando se o prefeito vai derrubar o Barretus, (…) vai demolir o Beira Dágua (…), o Gaucho? Espero que não. Que não tome tantos empregos, que não obrigue a passar necessidade tantas outras pessoas”.

O líder da situação partiu em defesa da gestão municipal e apontou documentos que atestavam a legalidade da ação empreendida pela Prefeitura de Petrolina. “Mais uma vez vejo chegar aqui nessa casa a oportunidade de alguns vereadores da oposição fazer o que sempre gosta de fazer que é dar um showzinho. Fazer algumas colocações que a gente sabe aqui que é jogar para a plateia. Quero fazer as colocações para esse vereador para saber porque ele não chamou o ex-prefeito de moleque quando ele derrubou o Ceap? Por que o vereador não foi lá retirar as panelas de dona Loudes? As panelas de dona Diva? Tirar o barraco de compadre Zé Rico? E o vereador vem aqui chamar o prefeito de moleque. Por que vossa excelência não chamou seu prefeito de moleque quando ele derrubou o Ceap? Não foi chamar o prefeito dele de ditador, quando estava demolindo o Ceap ”.

Detalhando o processo instaurado pela Prefeitura de Petrolina, Aero reforça que o imóvel foi realmente vendido e afirma que o suposto novo proprietário se apresentou ao poder público municipal. “Eu quero falar sobre o processo de Ana Petiscaria, não quero falar da pessoa Ana trabalhadora. Que eu conheço o quanto ela trabalhou, o quanto fez para chegar ali, mas eu quero falar sobre o processo. Começou uma reforma no imóvel Ana Petiscaria na Orla e foi notificado pelo Município porque não tinha autorização através da licença e foi parada a obra. Foram colocados tapumes e deram continuidade a obra. Foi novamente notificada e a obra foi interditada. E lá na secretaria, na Sedurbs, compareceu um senhor afirmando ser proprietário do imóvel, dando entrada na regularização e na posterior licença. Nisso foi colocado o processo porque teria vendido o imóvel do município”, justificou.