Sob a autenticidade que abraça Juazeiro, inspirada no Velho Chico que respira poesia, a cidade celebrou mais uma vez o encontro entre memória, música e identidade. Assim começou, nesta sexta-feira (28), no Centro de Cultura João Gilberto, a 27ª edição do Festival Edésio Santos da Canção, um palco onde a cultura local se reconhece, se renova e se orgulha.
Neste ano, cerca de 200 composições buscaram um lugar na programação, refletindo a força criativa que pulsa no território juazeirense e além dele. Entre elas, 20 músicas foram selecionadas para a etapa eliminatória, incluindo um terço das vagas destinadas a artistas não locais, fortalecendo o diálogo cultural e ampliando as sonoridades que fazem do festival um marco artístico da região.
Na noite de abertura, subiram ao palco:
Guilliard Pereira – Segredos da estrada (autoria própria);
Márlica – Dois em um (Heliandro Silveira);
Rafael e Ana Rízia – Eu não me acostumei (Gilmara Lima Alves);
Antônio Silva – Psicosfera (autoria própria);
Deyse Gois – Cadê meu Angari (Marcílio Cordeiro);
Greg Marinho – Armo-me de livros (autoria própria);
José Augusto – As luzes vêm do céu (autoria própria);
Ivan Greg – A roda do tempo (Eugênio Cruz);
Jil Nascimento – Rara (autoria própria);
Joana e Zé – Ciência da Abelha (José Melquiades);
Joyce Guirra – Flores e canção (autoria própria);
Kelson Kizz – A pergunta que não quer calar (Bruno Kohl);
Keréto – Enquanto me deixarem cantar (autoria própria);
Lais – Vim mimbora (autoria própria);
Luana Alcântara – Onde você se esconde (autoria própria);
Mádara – A natureza chora (Diego Luan Bonfim);
Paulo Soares – Casaca de couro (autoria própria) e Renato;
Wênia Trindade – Trem das almas (autoria própria e Roberto Maestrini);
Carlos Lima – Boêmio (autoria própria e Carlos Brasil) e Eleonor (autoria própria e Noel Tavares).
Entre o público presente, a energia de encantamento também ecoou forte em visitantes de outras cidades. A sergipana Andrea Rocha, que veio de Aracaju especialmente para prestigiar o Festival, destacou a beleza da noite e a força cultural de Juazeiro. Para ela, o evento reafirma o poder da música como ponte entre territórios, afetos e memórias. “É emocionante ver um festival que valoriza os artistas, a música autoral e a identidade de um povo. Juazeiro respira arte, e estar aqui é uma experiência que levarei comigo”, comentou.
Também de Aracaju, Hermano Filgueiras elogiou a diversidade das apresentações e a qualidade das composições selecionadas. Segundo ele, o Festival Edésio Santos demonstra cuidado e compromisso com a cena musical do Nordeste e do país. “O nível artístico é impressionante. Saio daqui inspirado e admirado com o que vi. É um festival que honra sua história e, ao mesmo tempo, abre caminhos para novas vozes”, afirmou.
A juazeirense Verena Santana também celebrou a qualidade artística da noite e destacou a emoção de assistir ao Festival. Para ela, cada apresentação reforça o quanto Juazeiro é um celeiro criativo que merece ser visto e ouvido pelo Brasil. “O Festival Edésio Santos é um orgulho para nós. É lindo perceber como nossa cultura pulsa forte, com interpretações marcantes e composições que tocam profundamente. Saio daqui encantada e certa de que este evento é um dos maiores patrimônios culturais da região”, afirmou.
Das apresentações, 10 canções avançaram para a próxima etapa, que acontecerá neste sábado (29), novamente no Centro de Cultura João Gilberto. Foram classificadas:
1. Psicosfera
2. Flores e canções
3. Vim mimbora
4. Enquanto me deixarem cantar
5. Armo-me de livros
6. Trem das almas
7. A roda do tempo
8. Cadê o meu Angari
9. Casaca de couro
10. O segredo da estrada
Ainda no sábado, o Festival revelará os grandes vencedores nas categorias primeiro, segundo e terceiro lugares, além dos prêmios de melhor intérprete e melhor música pelo júri popular. No domingo (30), esses vencedores se apresentarão no palco do Festival A Bossa.
A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes (Seculte), convida toda a população a prestigiar esse momento de beleza e celebração. Para participar, sugere-se a doação de 1 kg de alimento não perecível, que será direcionado às famílias assistidas pelo programa Juazeiro Sem Fome.
O Festival Edésio Santos segue como um rio de melodias profundo, fértil e cheio de afeto, lembrando a cada edição que a cultura é a alma viva de Juazeiro. Venha sentir essa canção com a gente.



