Petrolina celebra em setembro seus 130 anos de emancipação política. A data especial convida a população a revisitar a própria história e compreender como o município sertanejo se transformou em uma das cidades mais importantes do Nordeste, referência em desenvolvimento econômico, educação, saúde e cultura.
A trajetória de Petrolina é marcada por fatos históricos que moldaram sua identidade. Tudo começou com o caminho do gado, viajantes atravessavam suas boiadas pelo Rio dos Currais, como ficou conhecido o rio São Francisco, contribuindo para a ocupação do Sertão. Depois chegaram os frades franciscanos e capuchinhos franceses que, no século XVII, desbravaram o território e fundaram missões religiosas.
Já no século XVIII, o primeiro morador que se tem registro é conhecido apenas como Pedro, fixou-se no local chamado Passagem, às margens do Rio São Francisco. Ele se dedicava à agricultura, à pesca e ao transporte de cargas, inaugurando o papel estratégico da região como ponto de travessia.
Em 1858, o frei Henrique lançou a pedra fundamental da Igreja de Santa Maria Rainha dos Anjos, marco do primeiro núcleo habitacional que daria origem à futura cidade. Em 1862, a antiga Passagem do Juazeiro foi elevada à categoria de freguesia, recebendo o nome de Petrolina. A denominação pode ter sido uma homenagem ao imperador D. Pedro II e à imperatriz Teresa Cristina (Petrus + Cristina), ou ainda derivada da expressão popular “pedra linda”. No ano de 1893, o município foi oficialmente constituído e, em 1895, elevado à categoria de cidade.
Petrolina é o oásis do Sertão
O desenvolvimento urbano e econômico ganhou força a partir do início do século XX, com a chegada da Estrada de Ferro Petrolina–Teresina, a criação da Diocese de Petrolina e a inauguração da Catedral do Sagrado Coração de Jesus, em estilo neogótico, é um dos principais símbolos arquitetônicos do município. Outro marco fundamental foi a construção da Ponte Presidente Dutra, ligando Petrolina a Juazeiro e consolidando a integração regional.
“Petrolina é fruto da união entre a força da natureza e a coragem de seu povo. O São Francisco não apenas corta o Sertão, mas dá vida a uma cidade que aprendeu a florescer no semiárido. Cada capítulo da sua história revela superação, trabalho e esperança, transformando um pequeno arraial em uma metrópole, conhecida também como a Califórnia Sertaneja reconhecida em todo o país,” destaca a historiadora Anna Wannessa Nunes Ferreira, que há anos pesquisa os caminhos que marcaram a formação do município.
Ao longo das décadas, o crescimento urbano e populacional consolidou Petrolina como uma verdadeira metrópole sertaneja. De acordo com o IBGE (2025), o município reúne pouco mais de 418 mil habitantes e se fortalece como polo de oportunidades. A expansão da educação superior, com a instalação de universidades e institutos federais, melhorias na infraestrutura da cidade e os avanços na saúde pública reforçam o papel da cidade como centro de serviços para toda a região.
As comemorações pelos 130 anos de Petrolina irão contar com uma programação especial, reunindo eventos culturais, religiosos e institucionais, convidando toda a população a participar dessa viagem no tempo para celebrar o passado, o presente e o futuro da cidade.
Assessora de Comunicação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação
Fotos: Deivid Menezes e Retalhos do Vale