Festival A Bossa! abre programação com inauguração da escultura “O Nascimento da Bossa Nova” em Juazeiro

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O evento reuniu artistas, autoridades, apreciadores da música e contou com intérprete de Libras. Entre os presentes, esteve presente a ex-esposa de João Gilberto, Claudia Faissol, além de músicos e demais artistas locais que celebraram a noite com apresentações.

“João é ouro”, diz Claudia Faissol

Emocionada durante a cerimônia, Claudia Faissol falou sobre o impacto da obra. “Foi uma emoção chegar aqui e ver a estátua. Eu tive o privilégio de colocar um pouquinho da tinta que deu base a esse dourado tão bem escolhido. João é ouro, é o pré-sal da cultura brasileira. Ele deu ao mundo um patrimônio de beleza emocional e sentimental com a Bossa Nova.”

Homenagem viva ao legado

Para a jornalista e apreciadora da Bossa Nova, Ivone Lima, a escultura resgata a presença do artista. “É como se João, mesmo morto há mais de seis anos, estivesse mais vivo do que nunca. Ele popularizou uma música que virou símbolo do Brasil. É emocionante ver Juazeiro valorizando o que tem de melhor.”

Valorização da cultura juazeirense

O secretário Targino Gondim destacou a importância da obra para o Centro de Cultura e para a cena artística local. “Juazeiro tem tantos artistas maravilhosos, e essa obra traz visibilidade para eles. O Centro de Cultura João Gilberto precisava de algo dessa magnitude. É um marco que inspira e reforça a identidade da cidade.”

A visão do artista: pertencimento e reconhecimento

Alex Moreira explicou que a ideia nasceu da percepção de que a figura de João Gilberto ainda era pouco reconhecida na própria cidade. “João é uma lenda mundial, mas aqui ainda faltava esse sentimento de identidade e reconhecimento. A escultura surge para chamar atenção para a grandeza dele e para valorizar seu legado. É um trabalho construído com muito esforço e dedicação, junto aos estudantes, que também aprenderam e vivenciaram esse processo.”

Durante a abertura do festival, os músicos Agamenon e Chrystian Medeiros, João Sereno e Valtinho interpretaram clássicos eternizados na voz de João Gilberto, reforçando o clima de celebração à cultura juazeirense e ao nascimento da Bossa Nova.