O Carnaval de Petrolina deve movimentar o comércio informal e gerar renda para mais de 60 cadastrados para atuar em um dos polos da folia na Orla da cidade. A expectativa é de um resultado positivo para a categoria, que aposta na organização, na fiscalização e na experiência adquirida em eventos anteriores para garantir segurança e bom faturamento durante os dias de festa.
Em entrevista nesta terça-feira (10) ao programa Nossa Voz, a presidente da Associação dos Barraqueiros e Ambulantes do Vale do São Francisco, Maria Salomé da Silva, destacou que o Carnaval é um dos eventos mais importantes do calendário para os trabalhadores informais do município, ficando atrás apenas do São João.
“O Carnaval é a segunda maior festa para o ambulante aqui em Petrolina, perde apenas para o São João. A gente já teve as prévias carnavalescas no último fim de semana e o resultado foi muito positivo. Com isso, a expectativa é que nesses dias oficiais de folia o faturamento também seja bom e ajude esses trabalhadores que dependem diretamente desse tipo de evento”, afirmou.
De acordo com Maria Salomé, neste ano a associação optou por reduzir o número de trabalhadores em relação ao ano anterior, como forma de evitar superlotação e garantir melhor divisão dos ganhos.
“Esse ano a gente cadastrou 80 ambulantes para trabalhar em um polo da Orla, no trecho entre o Polo 21 e o bairro Joaquim Nabuco. No ano passado, a gente percebeu que tinha muita gente e isso acabava dividindo demais o lucro. Então, a redução foi pensada justamente para tornar o ambiente mais organizado e também mais lucrativo para quem vai estar trabalhando”, explicou.
Capacitação já foi realizada
A presidente da associação também reforçou que os ambulantes passaram por capacitação com antecedência, em parceria com a Vigilância Sanitária do município, e que apenas os trabalhadores que participaram do curso estão autorizados a atuar durante o Carnaval.
“Essa capacitação já foi feita anteriormente, não é algo de última hora. Dos 80 ambulantes cadastrados, 64 participaram do curso da Vigilância Sanitária e estão aptos a trabalhar. Quem não participou, infelizmente, não poderá atuar durante o Carnaval, porque essa é uma exigência da Vigilância e foi amplamente divulgada”, destacou.
Segundo ela, o curso é fundamental para garantir a segurança alimentar dos foliões e mais profissionalismo no comércio informal.
“Nesse curso, o ambulante aprende na prática como armazenar corretamente os alimentos, como usar o freezer da forma adequada, como observar rótulos, comprar gelo com selo autorizado em Pernambuco e manter os cuidados de higiene. Isso traz segurança para o trabalhador e também para o folião, que pode consumir com mais tranquilidade”, afirmou.
Fiscalização e produtos permitidos
Durante o período carnavalesco, a Vigilância Sanitária vai atuar na fiscalização dos alimentos e bebidas comercializados. As bebidas destiladas devem ter nota fiscal, e a venda de bebidas alcoólicas será permitida apenas em latinhas, sendo proibido o uso de garrafas de vidro.
“A apresentação da nota fiscal é obrigatória, principalmente para bebidas destiladas. A gente já teve, inclusive, um curso sobre o metanol, promovido pela Vigilância. Então, durante a fiscalização, isso será cobrado. Garrafa é proibido, só latinha, justamente para garantir a segurança de todos”, explicou Maria Salomé.
Entre os alimentos permitidos estão espetinho, cachorro-quente, hambúrguer, pipoca e churros, itens tradicionais durante a folia em Petrolina.
Organização e confiança
Para Maria Salomé, a combinação entre capacitação prévia, fiscalização e redução do número de ambulantes deve contribuir para um Carnaval mais seguro e organizado.
“Os ambulantes já têm consciência da responsabilidade que carregam. Eles representam o primeiro contato do folião com o comércio durante a festa. A expectativa é muito positiva, e a gente acredita que esses dias de Carnaval vão ser bons para todo mundo”, concluiu.



