Moradores da Rua Palmeira Areca, no Residencial Nova Esperança, no bairro Vila Esperança, denunciam um problema que já dura cerca de um mês: um esgoto estourado em frente às casas de números 81 e 71. Além do mau cheiro forte, a água suja tem atraído insetos e causado transtornos para quem vive na localidade.
Segundo os moradores, o esgoto aberto tem provocado a proliferação de moscas, baratas, mosquitos e até pulgões, além de impedir que crianças brinquem nas calçadas e que as famílias permaneçam com portas e janelas abertas por causa do odor.
A aposentada Lucila, moradora da rua, relata que a situação tem afetado diretamente o dia a dia da comunidade.
“Olha, a gente aqui não tem regalia nenhuma. Mas os impostos todo mundo paga. A obrigação também é deles de fazer as coisas para a gente. Esse esgoto vive estourado e a gente passa semanas esperando alguém vir resolver”, afirma.
De acordo com os moradores, quando o problema acontece, a espera pelo conserto pode durar semanas. Enquanto isso, a água suja continua escorrendo pela rua.
A dona de casa Rosa conta que já houve tentativas de pedir ajuda.
“Minha filha ligou para a Compesa. Disseram que vinham no dia 5, mas já passou mais de um mês e nada. A gente sofre com esse mau cheiro dentro de casa”, diz.
Ela também afirma que outros serviços básicos são necessários na comunidade, como poda de árvores e limpeza das ruas.
“Está precisando de poda e limpeza aqui no bairro. As crianças não podem sair para brincar por causa do fedor”, completa.
Outra moradora, Ilda, relata que a situação chega a invadir o espaço das casas.
“Tem muita barata, muita mosca, mosquito. Às vezes a sujeira sobe e fica bem na porta da gente. Eu tenho netos e fico preocupada porque eles podem pisar no esgoto”, conta.
Segundo ela, moradores já tentaram contato com os responsáveis pelo serviço, mas ainda aguardam uma solução definitiva.
“Ligaram duas vezes, mas até agora nada. Quando vêm, desentopem um lugar e depois estoura em outro. Parece que não resolvem de verdade”, afirma.
Mesmo quem não mora na rua diretamente afetada também se diz preocupado com o problema.
A moradora Silvana diz que a situação tem gerado tristeza entre os moradores da comunidade.
“Eu nem moro nessa rua, mas fico triste de ver. O esgoto fica escorrendo direto. As crianças não podem brincar, e as pessoas não conseguem nem comer na frente de casa por causa do mau cheiro”, relata.
Além da cobrança pelo conserto do esgoto, os moradores pedem mais atenção para outros espaços do bairro, como a manutenção da quadra poliesportiva da comunidade.
A reportagem entrou em contato com a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) para saber quando o problema deve ser resolvido e aguarda retorno.



