Moradores do Residencial Nova Vida 1, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, denunciam um problema grave de saneamento básico na Rua Sibipiruna. Segundo a comunidade, um esgoto estourado tem provocado mau cheiro intenso, proliferação de muriçocas e dificuldades no acesso de crianças à Escola Municipal.
A situação, de acordo com os relatos, já dura dias e tem afetado diretamente a rotina dos moradores, que cobram uma solução urgente por parte da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa).
A líder comunitária Cleonilda afirma que o problema tem se agravado e denuncia a falta de resposta aos protocolos abertos pela população.
“Ontem a gente estava sofrendo aqui, moradores chorando em grupos por causa da quantidade de muriçocas e do esgoto voltando para dentro das casas. Eu mesma gerei protocolo há mais de oito dias e nada foi resolvido. Disseram que o aplicativo resolve em 24 horas, mas isso não está acontecendo. A gente gera, guarda o número e parece que não chega até eles. A situação está insustentável”, disse.
Ainda segundo Cleonilda, além do desconforto, o problema tem impactado diretamente o dia a dia das famílias, principalmente das crianças.
“As crianças estão indo para a escola pisando dentro do esgoto. Nem todo mundo tem transporte, então os pais precisam levar a pé, enfrentando essa situação. A gente pede que a Compesa reveja esse sistema, faça um rodízio por bairros, mas que resolva, porque do jeito que está não dá mais”, completou.
Outra moradora, Ivonete, que vive em frente a uma escola da região, reforça que o mau cheiro tem se tornado cada vez mais intenso, afetando inclusive a convivência nas casas.
“A fedentina está insuportável. Já não é mais cheiro de esgoto, é algo pior, como se fosse coisa podre. A gente não consegue mais sentar na frente de casa. As crianças passam por dentro do esgoto para chegar à escola, é uma situação muito triste. A gente pede ajuda porque não aguenta mais viver assim”, relatou.
Além do esgoto a céu aberto, moradores também denunciam riscos estruturais na via. Valéria conta que há um buraco de grandes proporções próximo à escola, o que aumenta o perigo para quem circula pelo local.
“Entre a Rua Sibipiruna e a Rua Angelina tem um buraco enorme, parece uma cova. Qualquer criança pode cair ali. Meu marido ia fazer uma obra em casa, mas desistiu por causa do vazamento. A gente não sabe mais o que fazer”, afirmou.
A comerciante Luísa também relata prejuízos financeiros devido à situação. Segundo ela, o mau cheiro tem afastado clientes.
“Aqui está horrível. É muita muriçoca, esgoto por todo canto. Eu vendo lanche aqui na frente, mas o pessoal não consegue nem comer, só compra para levar. Ninguém aguenta ficar no meio desse fedor. Está péssimo”, disse.
Os moradores pedem uma resposta imediata da Compesa e cobram ações efetivas para resolver o problema, que, segundo eles, vai além do desconforto e já se tornou uma questão de saúde pública.



