Pernambuco recebe, a partir da próxima segunda-feira (23), uma série de seminários voltados ao enfrentamento da desertificação e à mitigação dos efeitos da seca. Os encontros serão realizados em duas regiões do estado: em Salgueiro, no Sertão, nos dias 23 e 24, e em Caruaru, no Agreste, nos dias 26 e 27.
A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e a Universidade Federal do Vale do São Francisco.
O objetivo principal é revisar e atualizar o Programa de Ação Estadual de Pernambuco para o Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAE-PE), elaborado em 2009. A atualização busca alinhar o planejamento às demandas atuais do estado, que enfrenta desafios crescentes relacionados à degradação ambiental.
Segundo dados do Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, Pernambuco possui 141 municípios inseridos em Áreas Suscetíveis à Desertificação, o que representa cerca de 90% do território estadual.
Um diagnóstico recente do Programa de Ações de Combate à Desertificação (Proades), coordenado pela Univasf, aponta avanços em iniciativas como educação ambiental e convivência com o semiárido. No entanto, o levantamento indica que grande parte dessas ações não foi direcionada especificamente às áreas mais vulneráveis.
“Este é um momento importante para fortalecer as ações já existentes e reestruturar o planejamento elaborado há mais de uma década, alinhando-o às demandas atuais do Estado”, destacou o pesquisador Victor Uchôa.
O programa estadual, criado em 2009, contou com a participação de órgãos como a Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, o Instituto Tecnológico de Pernambuco, a Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco, além de instituições como o Porto Digital e a Universidade de Pernambuco.
As inscrições para os seminários estão abertas e podem ser feitas pela internet, no site oficial do Proades. A ação faz parte de um ciclo de encontros que já passou por estados como Minas Gerais, Ceará, Paraíba, Piauí, Espírito Santo, Alagoas, Sergipe e Rio Grande do Norte.
Os dados coletados durante as visitas técnicas devem subsidiar a atualização dos diagnósticos estaduais e ampliar o diálogo entre gestores públicos, pesquisadores e sociedade civil, com foco na construção de estratégias mais eficazes de enfrentamento à desertificação no Nordeste.



