O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva de Washington Travassos de Azevedo, contador suspeito de obter ilegalmente dados de magistrados e outras autoridades.
Segundo investigação da Polícia Federal, o contador é suspeito de ser “um dos mandantes” da organização criminosa que obteve ilegalmente e vendeu dados sigilosos de autoridades brasileiras e seus familiares.
A prisão ocorreu na sexta-feira (13), pela Polícia Federal. No dia seguinte, Azevedo passou por uma audiência de custódia, que manteve a prisão.
🔎 A audiência de custódia é um rito previsto na lei penal. Serve para analisar as circunstâncias da prisão: se a ordem de prisão foi realizada dentro do que prevê as normas penais; e se houve respeito à integridade física e psicológica do preso. Além disso, é na audiência que a Justiça decidir ainda se a prisão será mantida ou não.
Em fevereiro, a Polícia Federal realizou a primeira fase da operação de busca e apreensão contra servidores públicos em três estados.
A ação da PF ocorreu em meio à investigação que apura possíveis vazamentos de dados da Receita Federal envolvendo autoridades. Os servidores foram ouvidos pelos policiais.
De acordo com a decisão de Moraes, a quadrilha teria roubado dados da Declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física (DIRPF) de 1.819 pessoas.
“Teria acessado dados constantes das DIRPF, entre os quais pessoas vinculadas a Ministros do STF, Ministros do TCU, Deputados Federais, ex-Senadores da República, ex-Governador, dirigentes de agências reguladoras, empresários e outras personalidades de notoriedade pública”, afirmou Moraes.
Fonte: G1



