Com o envelhecimento da população, cresce também a busca por cuidados que garantam mais qualidade de vida na terceira idade. Entre eles, a fisioterapia tem ganhado destaque não apenas na reabilitação, mas principalmente na prevenção de problemas como quedas, dores e perda de mobilidade.
Em entrevista ao programa Nossa Voz nesta segunda-feira (23), o fisioterapeuta Jhonathan Martins, que atua na área de saúde do idoso, explicou como o acompanhamento profissional pode ajudar a manter a independência e reduzir riscos comuns nessa fase da vida.
“Muita gente ainda associa a fisioterapia apenas à recuperação de lesões, mas a prevenção é um dos pilares mais importantes da nossa atuação. Quando a gente trabalha antes do problema aparecer, conseguimos fortalecer a musculatura, melhorar o equilíbrio e evitar complicações futuras”, afirmou.
Segundo o especialista, o envelhecimento traz mudanças naturais no corpo, como a perda de força muscular, conhecida como sarcopenia, e a redução da densidade óssea, chamada de osteopenia. Esses fatores aumentam o risco de quedas, um dos principais problemas de saúde entre idosos.
“As quedas são perigosas porque, na maioria das vezes, vêm acompanhadas de fraturas, principalmente de quadril. Isso pode levar a cirurgias, internações e até à perda da autonomia. Por isso, o nosso foco é sempre prevenir”, explicou.
Além do trabalho clínico, o fisioterapeuta destacou o crescimento do atendimento domiciliar como alternativa para ampliar o acesso ao tratamento. De acordo com ele, levar a fisioterapia para dentro de casa facilita a adesão dos pacientes, especialmente daqueles que têm dificuldade de locomoção ou resistência à prática de exercícios.
“O idoso muitas vezes tem receio de se movimentar, acha que a dor vai piorar. Quando o atendimento acontece em casa, esse processo se torna mais confortável e aumenta as chances de continuidade do tratamento”, disse.
Outro ponto importante, segundo Jhonathan Martins, é o papel da família no acompanhamento do idoso. O incentivo pode ser decisivo para manter a regularidade das atividades e evitar o sedentarismo.
“A família precisa participar, incentivar, mas também estimular a independência. O idoso precisa se manter ativo dentro das suas limitações. Isso faz toda a diferença na qualidade de vida”, destacou.
O fisioterapeuta também reforçou que não é necessário esperar uma recomendação médica para procurar atendimento. “O profissional de fisioterapia é de primeiro contato. Ao perceber sinais como dificuldade de mobilidade ou redução nas atividades do dia a dia, já é possível buscar avaliação”, afirmou.



