Uma paralisação de trabalhadores da rede hospitalar vinculada à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares mobiliza profissionais do Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf) e reacende o debate sobre valorização salarial e condições de trabalho na saúde pública.
A empresa, responsável pela gestão do hospital, informou que segue em processo de negociação com as entidades representativas para a celebração do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027. A data-base da categoria está fixada em 1º de junho de 2026.
As tratativas estão sendo mediadas pelo Tribunal Superior do Trabalho desde a última terça-feira (24), e uma nova rodada de negociação está prevista para esta segunda-feira (30). Segundo a estatal, será apresentado um índice econômico com o objetivo de avançar no entendimento entre as partes.
Manutenção de serviços essenciais
Mesmo com a mobilização, a EBSERH afirma que adotou medidas para garantir a continuidade dos serviços considerados essenciais. No HU-Univasf, seguem mantidos atendimentos de emergência, funcionamento do bloco cirúrgico, internações e consultas ambulatoriais voltadas para retorno cirúrgico.
A empresa também destaca que o ACT anterior (2024/2026), ainda em vigor, trouxe avanços econômicos e sociais para a categoria, reforçando o compromisso com o diálogo.
Reivindicações dos trabalhadores
Do outro lado, os profissionais em greve defendem uma pauta que inclui:
- Reajuste salarial com base no IPCA;
- Reposição de perdas salariais estimadas em 25%;
- Piso de R$ 8.352,00 para nível superior;
- Piso de R$ 4.315,00 para nível médio e técnico;
- Ampliação de benefícios, como cesta básica e auxílio-alimentação;
- Avanços em cláusulas sociais.
O movimento reforça que a paralisação é uma forma de pressionar por melhores condições de trabalho e valorização da categoria.



