Em entrevista coletiva concedida à imprensa nesta quarta-feira (8), em Petrolina, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, detalhou a concepção do Hospital Municipal que será construído na cidade, explicou em que etapa estão as ações e como o equipamento deverá funcionar integrado à rede pública de saúde.
Segundo a governadora, a criação do hospital nasce de um diagnóstico conjunto entre Estado e município sobre a necessidade de ampliar a estrutura de atendimento na cidade, especialmente diante da sobrecarga atual da rede. “Está evidente a necessidade que Petrolina tem de ter um hospital funcionando 24 horas para garantir atendimento da população que hoje utiliza prioritariamente os hospitais regionais”, afirmou.
A proposta do Governo do Estado é integrar o hospital municipal à maternidade que já estava planejada pela Prefeitura de Petrolina, formando um único complexo de saúde.
De acordo com Raquel Lyra, a maternidade deverá absorver cerca de 350 partos por mês, o que permitirá desafogar unidades como o Hospital Dom Malan. “Na medida que esses partos passam a acontecer na maternidade municipal, a gente desafoga a rede”, explicou.
Cronograma
O projeto ainda está em fase inicial. Segundo a governadora, já foi criado um grupo de trabalho e realizada a primeira reunião técnica para definição dos próximos passos. “Vamos trabalhar para que o mais rápido possível a gente possa lançar esses hospitais”, afirmou.
A definição do local ficará a cargo da Prefeitura de Petrolina, que deverá indicar a área mais adequada para a construção. A estimativa é de um equipamento em um espaço de aproximadamente 25 mil metros quadrados.
A estratégia de integrar hospital e maternidade também busca reduzir custos operacionais no futuro. “Quando a gente junta equipamentos importantes como esse, a gente diminui o custo de investimento e de manutenção”, explicou.
Apoio financeiro e custeio
O hospital será construído pelo Governo de Pernambuco, em parceria com o município, mas a gestão ficará sob responsabilidade da Prefeitura. “O recurso da construção será do Estado, mas o hospital será entregue para a prefeitura gerenciar”, destacou Lyra.
Além da construção, o Governo do Estado também prevê apoio financeiro para o funcionamento da unidade, incluindo repasses mensais para custeio.
Raquel citou como exemplo o programa Mães de Pernambuco, que já garante apoio financeiro a maternidades, com previsão de repasses mensais de cerca de R$ 80 mil para unidades de grande porte.
Também deverão ser integradas ações de programas estaduais como o Cuida PE.
A governadora ressaltou que o novo equipamento não funcionará de forma isolada, mas integrado à rede pública de saúde, incluindo a chamada Rede PEBA, que atende pacientes de Pernambuco e da Bahia.
A lógica, segundo ela, é reorganizar o sistema de saúde, permitindo que os municípios assumam atendimentos de menor complexidade, enquanto o Estado concentra esforços na média e alta complexidade. “É impossível que o Estado sozinho dê conta de prestar o serviço de saúde. Também é impossível que o município sozinho o faça”, pontuou.
Investimentos em saúde
Durante a coletiva, a governadora destacou que Pernambuco tem ampliado os investimentos na área de saúde, incluindo contratação de profissionais e melhoria da estrutura da rede.
Segundo ela, o estado foi, nos últimos dois anos, o que mais investiu em saúde pública no Nordeste.
Ainda assim, reforçou que a organização do sistema depende da atuação conjunta entre União, Estado e municípios. “Para que a rede funcione, cada ente precisa cumprir o seu papel”, concluiu. (Foto: Josélia Maria)



