
Em entrevista ao programa Nossa Voz desta sexta-feira (22), o deputado estadual pernambucano criticou o impasse em torno do percentual de remanejamento da LOA 2026, considerado por ele como um jogo político dentro da Alepe
O programa Nossa Voz desta sexta-feira (22) recebeu o deputado estadual pernambucano, Renato Antunes (Partido Novo), que encerrou, em Petrolina, mais uma edição da Caravana Por Mais Educação, iniciativa do mandato que percorre escolas e Gerências Regionais de Educação em diferentes regiões de Pernambuco.
Durante entrevista ao programa, ao ser questionado sobre atraso de mais de quatro meses na aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) do estado, em tom de crítica, o deputado denominou o impasse como um “desserviço” para Pernambuco.
“O que foi feito na Assembleia Legislativa, permita-me dizer, foi um desserviço. Foi uma falta de respeito, não com a governadora Raquel Lyra. Foi uma falta de respeito com Pernambuco. Você travar o orçamento até o mês de abril, isso quase que para o serviço público. Não parou porque a governadora foi muito competente”, disse o deputado.
Segundo Renato Antunes, o impasse refletiu um jogo político na Alepe, envolvendo o presidente da Casa, Álvaro Porto (MDB), e o ex-prefeito do Recife e atual pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos, a quem ele chamou de “Prefeito do Tik Tok”.
“Houve muita referência do ex-prefeito Recife, do prefeito TikTok, que, infelizmente, já no afã de antecipar o debate político, político, João Campos interferiu na Assembleia Legislativa, como ele é acostumado a interferir na Câmara Municipal. E aí mobilizou parte da bancada de oposição, diálogo também com o presidente da casa e travou o orçamento”, afirmou Antunes.
O deputado afirmou que a interferência de João Campos nas discussões sobre o remanejamento da LOA aconteceu para antecipar um “debate político” dentro da Alepe.
“Debate político tem que ter a hora certa, o momento certo, na campanha. O que a gente precisa fazer agora é transformar orçamento-promessa em realidade. E João Campos abandonou o Recife, a verdade é essa, porque ele prometeu ser prefeito por 4 anos, abandonou o Recife e agora virou garoto propaganda de TikTok e também articulador político na Alepe para atrapalhar, não a governadora Raquel Lyra, mas para atrapalhar Pernambuco”, afirmou o deputado.
Entenda o impasse
O impasse em torno da aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA) em Pernambuco aconteceu por causa da divergência entre o Governo do Estado e os deputados sobre o percentual de remanejamento do orçamento — mecanismo que permite ao governo transferir recursos entre áreas sem precisar pedir nova autorização da Assembleia.
A LOA de 2026 foi aprovada no fim de 2025, mas houve discordância sobre o limite desse remanejamento: a Alepe havia definido 10%, enquanto o Governo defendia um percentual maior para ter mais flexibilidade na execução do orçamento. Após meses de impasse e pressão de prefeitos preocupados com repasses e investimentos, houve acordo para fixar o percentual em 20%, encerrando a disputa entre Executivo e Legislativo.


