
Amigos e parceiros políticos que compartilharam diversas campanhas eleitorais em Petrolina, Júlio e Elismar, hoje, seguem com candidaturas individuais na Alepe. Lóssio disse que se trata de um redirecionamento estratégico na busca por fortalecer a base da governadora não só na Alepe, mas em um projeto futuro de candidatura de Lyra à presidência
Em entrevista ao programa Nossa Voz desta terça-feira (28), o ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato a Deputado Estadual, Júlio Lóssio (PSD), comentou sobre a ruptura política com o também pré-candidato à Deputado Estadual, Elismar Gonçalves. Os dois foram amigos e parceiros políticos em diversas campanhas eleitorais em Petrolina, uma relação que Lóssio definia como um “casamento sem volta”. Hoje, no entanto, os dois seguem com candidaturas individuais na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
Júlio Lóssio afirmou que a relação entre os dois permanece, definiu como uma boa relação e foi além ao afirmar que torce para que Elismar seja seu colega na Alepe e que o considera preparado para o cargo.
“Nós temos uma relação muito boa, eu quero poder ser colega dele na assembleia. As pessoas me perguntam e eu digo que ele é um cara preparado, senão não tinha chamado para ser meu vice”, disse Lóssio relembrando sua candidatura ao governo do estado em 2018, quando convidou Elismar para ser seu candidato a vice”, afirmou.
Redirecionamento estratégico
Segundo Lóssio não houve ruptura, mas um redirecionamento estratégico para fortalecer a base da governadora Raquel Lyra na Alepe com sua pré-candidatura pelo PSD.
“Mas, veja, a estratégia, nesse momento, foi da governadora. A governadora precisa fortalecer o PSD, o partido dela. Ela tem partidos aliados, mas ela me disse claramente que precisa de votos do partido dela que, inclusive, iria conversar com os aliados dela dessa importância aqui na cidade”, disse.
Elismar Gonçalves é pré-candidato pelo Podemos, partido que oficializou, recentemente, apoio à Raquel Lyra. Porém, Júlio Lóssio analisa que esse é um apoio, segundo ele, momentâneo, assim como o apoio do União Brasil do ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato ao Senado Federal, Miguel Coelho, que antes, compunha a base do PSB de João Campos, principal adversário de Lyra na disputa pelo governo do estado.
“Tanto o partido Podemos, quanto o partido de Miguel, são aliados momentâneos. Muita gente teve no palanque do PSB no passado e ela precisa fortalecer o seu palanque”, ressaltou.
Lóssio também mencionou a dobradinha de Elismar com o deputado federal e pré-candidato à reeleição, Lucas Ramos (PSB), que apoia a eleição de João Campos e disse que sua pré-candidatura à Alepe, em contraponto, busca fortalecer o PSD de Lyra no Sertão, em convite feito pela própria governadora.
“Então, eu, de fato, tenho um respeito muito grande, por Elismar, ele tem uma dobradinha com Lucas Ramos, que está no outro palanque, do João Campos e Raquel me convidou exatamente pela preocupação de fortalecer o PSD aqui na nossa região”, disse.
Raquel Lyra na presidência da República
O apoio à governadora, de acordo com Lóssio, vai além da Alepe e visa um projeto futuro que entraria em discussão, em caso de reeleição da chefe do executivo estadual, de sucessão de Lula por Raquel Lyra na presidência da República.
“Você sabe que Raquel sendo reeleita, ela entra na discussão da sucessão do presidente Lula. Na próxima eleição, certamente, nós não teremos mais Lula, não devemos ter mais Bolsonaro pelas questões jurídicas que se envolveu e aí vai surgir uma leva de novos nomes, a exemplo de Raquel, a exemplo de Camilo Santana, a exemplo de Ratinho, essa turma nova. E ela vai se colocando aí e é preciso fortalecer o partido”, projetou.
Em relação às eleições presidenciais de 2026, Júlio Lóssio disse que esperará por decisão da governadora sobre anúncio de apoio a um representante à presidência e que irá focar em sua eleição. “Eu vou esperar a governadora. A governadora está caminhando, eu vou me concentrar muito na minha eleição”, disse.
Por outro lado, ele destacou que simpatiza com as políticas públicas do presidente Lula e avaliou que os bolsonaros erraram em não lançar o nome de Tarcísio Freitas, atual governador de São Paulo, à presidência.
“Eu gosto muito das políticas do presidente Lula. Tudo que ele fez aqui pelo Nordeste, tudo que ele fez pelo Sertão. Eu não sei nem se Caiado sai realmente é, digamos assim, até onde vai. Nós sabemos que existe uma polarização muito grande, é muito difícil quebrar essa polarização. Eu teria muita Eu gosto muito do Tarcísio lá em São Paulo. Eu tive em São Paulo e vi um trabalho assim realmente bacana na sobretudo na questão da segurança. Mas eu acho que os bolsonaristas erraram e não lançar o Tarcísio candidato a presidente. Eu acho que seria um nome que poderia agregar mais”, analisou.
Diante disso, Lóssio disse acreditar que Lula tenha grandes chances de reeleição.
“Mas hoje eu vejo que o presidente Lula tem toda a chance de ganhar a eleição porque os candidatos ainda não são conhecidos no Brasil”, afirmou.


