
Em entrevista ao programa Nossa Voz desta quinta-feira (30), o pré-candidato a deputado federal por Pernambuco analisou a aliança de Túlio Gadelha com a governadora, o desempenho de Ivan Moraes nas pesquisas eleitorais e disse que não restringirá alianças a uma única candidatura estadual à Alepe
Em entrevista ao programa Nossa Voz desta quinta-feira (30), o pré-candidato a deputado federal por Pernambuco, Rosalvo Antonio (PSOL), analisou cenário eleitoral para o governo de Pernambuco. Ele comentou sobre a aliança entre o pré-candidato ao Senado Federal, Túlio Gadelha, que filiou-se ao PSD para concorrer à Casa Alta, integrando a base da governadora Raquel Lyra.
“Acho que cabe ao próprio Túlio explicar para seu eleitorado e para a população pernambucana quais motivos o levaram a sair da Federação PSOL-Rede para apoiar a governadora de Pernambuco. Há várias interpretações, nesse sentido, porque ele está lá no palanque da Raquel falando no governo Lula. Mas aí só ele mesmo é que poderia explicar isso a fundo”, disse.
Sobre o desempenho do pré-candidato ao governo do estado pelo PSOL, Ivan Moraes, que registrou apenas 1% das intenções de voto na última pesquisa eleitoral realizada pela Quaest, divulgada nesta terça-feira (28), Rosalvo Antonio ressaltou sobre a limitação de recursos e espaço de campanha na mídia.
“Em relação ao nosso candidato a governador, em relação à questão das desenvoltura nas pesquisas, isso vai sendo ampliado na medida que ele vai ocupando mais espaço na mídia e no próprio guia eleitoral, porque a gente sabe que há uma limitação de recursos, a gente sabe que ainda há muitos meios que se fecham para um projeto popular democrático e a gente sabe que não é fácil”, disse.
O pré-candidato acredita que o cenário pode mudar a partir da oficialização da candidatura, após as convenções partidárias, e que o PSOL ampliará o número de cadeiras em bancadas estaduais e também federais.
“A partir do momento que for lançada, de fato, a candidatura vai ter mais musculatura para andar em mais lugares, para divulgar melhor a campanha, eu acredito que o eleitorado pernambucano vai absorver e junto com Ivan Morais, com o presidente Lula, a gente poder ampliar a nossa bancada no estado de Pernambuco e também de forma em nível federal”, afirmou.
Ampliação de representantes da Federação PSOL-Rede nas instâncias de governo
O pré-candidato falou ainda que a Federação PSOL-Rede busca ampliar o número de representantes nas instâncias de governo. Ele teceu críticas às alterações na chamada cláusula de barreira que estabelece critérios de desempenho para que partidos tenham acesso ao dinheiro do fundo partidário e à propaganda gratuita no rádio e na televisão.
“A gente realmente vai ter uma bancada de deputados estaduais, federais, onde a gente possa também estar cumprindo a cláusula de barreiras porque, a cada ano, vem ampliando, digamos, esse impedimento para que os partidos, principalmente, os partidos menores atinjam essa cláusula. Mas eu acho que nós temos 17 parlamentares no congresso, na Federação PSOL Rede. Então, a gente vai estar, de fato, ampliando essa bancada, porque ela é importante para o Brasil, para Pernambuco e para a nossa região aqui do São Francisco, do Araripe, Sertão como um todo”, afirmou.
Pré-candidatura aberta à alianças
Rosalvo Antonio informou ainda que sua pré-candidatura está aberta à alianças com candidatos de todo o estado e que não restringirá parceria a uma única candidatura estadual pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para formar a chamada ‘dobradinha’.
“Rosalvo vai dobrar com quem quiser dobrar com Rosalvo, seja com candidatos aqui de Petrolina, do Sertão, inclusive tem articulações com pessoas lá do Araripe, lá da área metropolitana, de outras regiões do Estado de Pernambuco. Então, o deputado federal, ele não pode se prender a uma única candidatura estadual. Ele tem que estar aberto para dialogar com o Estado todo. É isso que vai fazer a soma e garantir a nossa possível vitória”.


