
Em entrevista durante sabatina ao programa Nossa Voz desta quarta-feira (26), João Campos reagiu às denúncias divulgadas pela imprensa sobre a existência de uma suposta estrutura de páginas e perfis nas redes sociais utilizada para ataques políticos contra o candidato que seria gerida por servidor público do governo
O ex-prefeito do Recife e candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), manifestou indignação diante das recentes denúncias divulgadas pela imprensa sobre a existência de uma suposta estrutura de propagação de informações e notícias falsas contra o candidato, a que ele chama de ‘gabinete do ódio’. O termo faz referência à suspeita de que os ataques seriam financiados pela gestão estadual. Nesta quarta-feira (26), um servidor público, lotado na Secretaria de Turismo e Lazer, foi exonerado sob suspeita de envolvimento no caso.
“Eu não poderia deixar de registrar aqui com profunda indignação. Há mais de um ano e meio eu venho sendo vítima de ataques de um gabinete do ódio que ataca de forma criminosa a mim, a meus aliados, a minha família, a minha esposa, com calúnia, difamação, com ódio e com mentira. E a gente vem denunciando isso. A Assembleia Legislativa legislativa tentou abrir uma CPI para investigar isso. Todos os órgãos de controle receberam denúncias sobre isso”, disse o candidato durante sabatina no programa Nossa Voz desta quarta-feira (26).
João Campos mencionou a divulgação do caso feita pela TV Record, em rede nacional, nesta terça-feira (25).
“E ontem a TV Record mostrou, a imprensa nacional, como essa engrenagem, essa operação é feita. Confessado por um servidor do Estado que diz que as decisões são tomadas dentro do palácio, financiadas com dinheiro público para atacar adversários políticos”, acrescentou Campos em referência a Amisadai Andrade da Silva, que ocupava o cargo em comissão de Superintendente de Operações da Arena de Pernambuco.
A reportagem exibida apresentou Amisadai como um dos envolvidos na suposta estrutura de comunicação digital. De acordo com o conteúdo, a rede seria formada por páginas e perfis que atuariam de maneira coordenada para criticar João Campos e favorecer a imagem da governadora Raquel Lyra (PSD).
Na matéria da Record, Amisadai teria relatado como funcionaria a suposta estrutura de páginas e perfis. O conteúdo também levantou a suspeita de que os pagamentos relacionados à atuação dessas páginas seriam realizados por meio de contratos de publicidade firmados com o Governo de Pernambuco.
“Como é que alguém senta na cadeira para governar o Estado e trata dentro do palácio de montar uma estrutura para atacar a honra de adversário com dinheiro público. As pessoas não querem isso para eleição, as pessoas querem falar de futuro, querem falar de esperança, de realização. Então, eu estou sendo vítima é de um ataque criminoso de ódio financiado com dinheiro público. E quem fez isso vai pagar essa conta, porque a democracia não tolera isso”, ressaltou.
O candidato disse ainda que tomará medidas jurídicas, em reunião ao longo desta quarta com advogados, contra os ataques que, segundo ele, não constituem crítica política, mas crimes contra a honra e a imagem.
“Basta abrir a rede social, depois de 2024, quando eu fui eleito prefeito, criou uma rede de ódio me atacando manhã, tarde e noite. É, e não é fazendo crítica política não, é mentira, é inventando coisa, é fazendo ataque à honra, com difamação, com calúnia. E agora a imprensa nacional mostra, eu não tenho nenhuma dúvida, inclusive nossos advogados, eu vou estar me reunindo com eles ao longo do dia, após essa matéria para tomar as medidas necessárias, porque não vale tudo na política”, afirmou.
Com informações do Diario de Pernambuco e blog Nossa Voz


