Em sabatina, Fernando Filho evita revelar apoio à Presidência e mantém suspense sobre voto

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O deputado federal e candidato à reeleição, Fernando Filho (União), em entrevista ao programa Nossa Voz desta quinta-feira (3). Foto: Mídias Sociais/Nossa Voz

Deputado Federal e candidato à reeleição afirmou que ainda não tem decisão tomada diante de campanhas que, segundo ele, têm se pautado mais por agressões mútuas do que por propostas à nação

Durante sabatina no programa Nossa Voz desta quinta-feira (3), o deputado federal e candidato à reeleição, Fernando Filho (União), afirmou não ter tomado decisão sobre o voto na disputa presidencial.

“A gente viu ainda muito pouco ser falado de todos os candidatos, não vou falar só dos dois da polarização que a gente vive sobre Pernambuco. Se eu lhe falar que hoje eu tenho uma decisão tomada, eu sinceramente não tenho”, declarou.

De acordo com Fernando Filho, que integra a Federação União Progressista, o cenário eleitoral ainda não apresenta uma terceira via diante de Lula e Flávio Bolsonaro, apesar do crescimento de candidatos estreantes na corrida eleitoral para a presidência deste ano.

“O União Brasil e União Progressistas tomou a posição da neutralidade, de não apoiar nenhum dos candidatos que estão aí colocados. Eu acho que como brasileiro e a gente até vê nesse crescimento do Augusto Cury, nessas últimas pesquisas, um anseio da população, desde a eleição passada de se aparecesse um nome que pudesse furar essa bolha. Desse “lá e lô” que a gente vive já desde 2022. Ainda não apareceu”, avaliou.

O candidato analisou ainda o perfil dos dois principais candidatos à presidência e, sem firmar apoio ou declarar voto, disse que se identifica mais com o projeto econômico de Flávio Bolsonaro.

“Sem dúvida nenhuma o presidente Lula tem uma relação com o Nordeste, com as pessoas mais carentes, que é muito forte e isso é algo que deve ser levado em consideração. Por outro lado, o candidato nessa eleição representada pelo Flávio tem um pauta, do ponto de vista econômico, que se parece mais com aquilo que eu, como formação, acredito, de você poder diminuir o peso do estado para que a população possa carregar um estado tão grande e tão pesado”.

Apesar disso, Fernando Filho reforçou a visão de que a polarização tem prejudicado o processo eleitoral com campanhas que têm sobreposto os embates políticos aos projetos para a nação.

“Eu só acho que a gente deveria era tentar sair desse “lá e lô” que a gente vive de acusações de ambos os lados, de xingamento de ambos os lados, porque como eu falei, tem quase 30 dias que a campanha começou desde as convenções e a gente vê muito pouco de proposta e muito mais de agressões, por ambas as partes”.