
Candidata foi a quarta entrevistada da série de sabatinas da Grande Rio FM 100,7 com os postulantes à Câmara dos Deputados no programa Nossa Voz, com Neya Gonçalves e Karine Paixão
Eleições 2026 – A Grande Rio FM 100,7 deu continuidade, nesta sexta-feira (4), à série de entrevistas com os candidatos à Câmara dos Deputados, com domicílio eleitoral e base política em Petrolina, no programa Nossa Voz e a entrevistada no estúdio da emissora foi a candidata a deputada federal pelo União Brasil, Lucinha Mota.
Confira os principais destaques da sabatina com a candidata:
Atuação por direito à Justiça
Lucinha Mota afirmou que sua trajetória pessoal na busca pelo julgamento do suspeito pelo assassinato de sua filha se converte em projeto político para que ela possa ser voz de outras famílias que também buscam por justiça.
“Eu precisei enfrentar o sistema da forma mais cruel, que é uma investigação policial, identificar o assassino e agora eu estou tentando punir o assassino. São 14 anos numa fila dentro do judiciário para garantir um júri da minha filha. E essa necessidade surgiu quando eu comecei a receber muitos pedido de ajuda, muitos pedido de socorro. As pessoas têm necessidade de acessar a justiça, elas não conhecem esses caminhos e sofrem e por isso que muitas delas desistem, perdem a fé. Eu não perdi minha fé. Eu continuo na luta e quero sim ser a voz de muitas famílias que não tiveram voz para alcançar seus direitos”, afirmou.
De acordo com Lucinha, a causa pela filha associada às candidaturas anteriores e atuações no governo do estado, como secretária de Justiça e Direitos Humanos no início do governo Raquel Lyra, e na gestão do prefeito Simão Durando, em Petrolina, lhe deram experiência e alcance em Pernambuco e em outros estados.
“Essas quatro eleições me deram a oportunidade de conhecer as pessoas, de falar com as pessoas, de entender a necessidade delas, estar numa gestão estadual. Estar no mandato. Foi pouco, foi pouco mais de 10 meses, não foi o suficiente. Eu gostaria de estar lá os 4 anos para poder de fato representar as pessoas aqui de Petrolina. Então, tudo isso me deu e está me dando mais experiência para a gente poder escrever, poder entregar a política pública para quem mais precisa”, disse.
Ações como Secretária de Justiça e Direitos Humanos
Questionada sobre ações efetivas durante sua passagem pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, pasta que deixou para assumir o cargo de vereadora em Petrolina, Lucinha Mota disse que ela e sua equipe contribuíram para a ampliação de unidades prisionais.
“Eu acredito que dos pontos mais positivos que a gente deixou, que não foi só eu, foi eu e minha equipe, fomos em um grupo daqui de Petrolina para assumir a Secretaria de Justiça, foi a ampliação das unidades prisionais. Quando nós assumimos a secretaria, nós tínhamos um grande problema, que era prestar conta da gestão anterior. Tinham alguns recursos que desde 2016 estavam pendentes para prestação de contas. Isso foi um dos maiores desafios. Então, em pouco mais de 8 meses, nós assumimos a gestão e entregamos uma unidade prisional, que isso foi importante para transferir pessoas privadas de liberdade para aquela unidade e garantir àquelas pessoas e às suas famílias de forma digna o cumprimento da pena”.
Proposta de controle a predadores sexuais e redução da impunidade
Lucinha Mota disse que, em eventual mandato, irá propor a criação de mecanismo de controle para que predadores sexuais condenados e que já cumpriram pena sejam rastreados como forma de proteção contra a possibilidade de reincidência deles ao crime.
“Eu quero defender que o Estado, ele tem que controlar esses predadores após o cumprimento da pena, mesmo sabendo que na lei de banco de transparência de predadores sexuais foi vetado aquele artigo que fala que, após 10 anos do cumprimento, o Estado tinha que controlar, tinha que estar lá a foto daquele predador sexual. Eu defendo e vou criar propostas para que essas pessoas, de alguma forma, não só as pessoas, mas as instituições, a polícia civil precisa saber quem são esses predadores e aonde eles estão para a gente promover política de prevenção”.
A candidata também disse que irá combater a impunidade defendendo reforma no sistema de segurança pública, através de escuta popular.
“No último anuário foram mais de 40 mil pessoas assassinadas, foram mortes violentas e intencional e pouco mais de 11% desses crimes são solucionados. E aqueles que são solucionados é porque por si só já se resolve. E a maioria dessas famílias, 90% ficam peregrinando nos corredores da justiça na tentativa de punir aquele assassino do seu filho ou do sua filha. Eu sei muito bem o que é isso. E o nosso código de processo penal, ele precisa passar uma reforma urgente, ele é da década de 1940. Sei que já avançamos muito em leis especiais, como a lei Maria da Penha e muitas outras. Mas a gente precisa de uma reforma, a gente precisa promover foro de segurança pública e consultar as famílias, como é que elas querem que esses criminosos, esses assassinos sejam punidos. Será que é justo alguém tirar a vida de um jovem ou de uma criança de forma brutal e ele ter direito à remissão de pena, um crime contra a vida?”.
Diálogo com partidos
A candidata do União declarou que, caso eleita, focará no debate pautado em diálogo mesmo diante de possíveis divergências políticas com adversários.
“Eu acho que a gente tem que sentar. O legislador, ele tem que sentar com todos para conversar, para debater. Vai ter momento, sim, que a gente tem que abrir mão, tem que dar um passo para trás para dar dois para frente. A gente vai ter que negociar, mas negociar serviço, negociar proposta, negociar resultado para as pessoas que mais precisam”.
Atuação em outras áreas
Lucinha Mota afirmou que concebe a segurança pública como base de acesso à melhores condições de acesso à saúde e educação, mas reafirmou seu compromisso com a área da justiça.
“Eu me identifico com a parte de segurança pública, com prevenção à vida. Isso foi que me trouxe até aqui. Em defesa da justiça. Eu luto todos os dias para acessar a justiça. Isso não é diferente para muitas outras famílias. E acessar a justiça é acessar o direito à saúde, à educação. A justiça ela integra com todas as outras pautas. Esse é meu compromisso. Eu não abro mão […] Eu escolhi dedicar a vida a defender a justiça. Quero estar no Congresso Nacional para criar mecanismo de proteção para as crianças, para as mulheres e fortalecer a segurança pública de forma eficiente. Essa é minha missão de vida”.
Nossa Voz sem rodeios – pingue pongue com a candidata
Ao final, a sabatina com a candidata contou com perguntas em formato de pingue-pongue, com respostas curtas e objetivas sobre temas variados no Nossa Voz sem rodeios. Confira as respostas de Lucinha Mota:
Nossa Voz: Lula, resumindo em uma palavra.
Lucinha Mota: Ajudou muito as pessoas, principalmente os nordestinos. Mas eu acho que é o momento de mudança.
Nossa Voz: Flávio Bolsonaro, resumido em uma palavra.
Lucinha Mota: É uma política muito radical. Eu acho que o Brasil não pode passar por isso agora nesse momento. A gente precisa de diálogo, sentar com todos para diálogo. E esses extremismos hoje não favorecem ao nosso país.
Nossa Voz: Sua candidatura no União Brasil é hoje um projeto eleitoral realmente competitivo ou uma escolha para somar votos à chapa e ajudar a Federação Eleitoral candidatos?
Lucinha Mota: Eu acho que esse é o momento em que eu mais tenho uma oportunidade de alcançar uma cadeira. Porque como diz Miguel, o a União Brasil tem condições junto com o PP de eleger de 6 a 7 e Miguel vai ser o deputado federal mais bem votado no Nordeste. Então ele vai entrar e ainda vai levar mais e eu quero ser esse mais.
Nossa Voz: Emendas parlamentares, instrumento de desenvolvimento ou moeda de negociação política?
Lucinha Mota: A emenda é um momento de realmente sentar na mesa e definir para onde vai o dinheiro. É extremamente importante.
Nossa Voz: STF hoje, equilíbrio ou excesso de poder?
Lucinha Mota: Eu acho que existe sim, um excesso de poder. Deputado Federal, legislar, fiscalizar ou mandar emendas. Os três.
Nossa Voz: O que o Congresso ainda não conseguiu fazer de concreto para proteger mulheres vítimas de violência?
Lucinha Mota: Recurso, infelizmente a Secretaria de Mulheres não tem recurso federal e nem estadual pré-definido.
Nossa Voz: Reforma tributária vai melhorar ou piorar a vida de quem vive no Nordeste?
Lucinha Mota: Depende, depende muito. Talvez melhore, mas pode pode alcançar e dificultar a vida de algumas pessoas. Tem que analisar, tem que estudar.
Confira a entrevista na íntegra
A entrevista completa com a candidata a deputada federal por Pernambuco, Lucinha Mota (União), no programa Nossa Voz desta sexta-feira (4), está disponível no canal da Grande Rio FM, no YouTube, através do link.


