AGE Petrolina projeta até R$ 3 milhões em empréstimos e alerta para risco de desenquadramento do MEI em 2026

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A Agência Municipal de Empreendedorismo de Petrolina (AGE) fechou 2025 com o maior volume de crédito já liberado desde a criação do órgão. Quase R$ 2 milhões foram emprestados ao longo do ano, o que representa um crescimento de 55% em relação a 2024. As ações envolveram crédito, orientação, regularização e acompanhamento direto de microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte.

Segundo a diretora-presidente da AGE Petrolina, Bruna Ruanna, o trabalho de proximidade com os empreendedores foi decisivo para os resultados alcançados.

“Eu faço questão de visitar os empreendedores, conhecer o negócio e a história. A gente vê pessoas que dizem que o empreendedorismo salvou suas vidas, pessoas que estavam em casa, em depressão, sem conseguir estar numa CLT, e que encontraram no empreendedorismo uma forma de gerar renda e manter a saúde mental em movimento”, destacou.

Entre os principais destaques de 2025 estão o lançamento das linhas de crédito AGE Solar, para instalação de energia solar em pequenos negócios, e AGE Direito, voltada para advogados em início de carreira, além da inauguração do primeiro coworking público do município, o Petro Work, e do programa Regulariza AGE, voltado à regularização de empreendedores inadimplentes.

Para 2026, a expectativa da agência é ampliar ainda mais o alcance das ações. A projeção é liberar entre R$ 2,5 milhões e R$ 3 milhões em crédito, além de expandir a oferta de cursos de qualificação profissional, gestão e técnicas de vendas.

“A gente vai trazer com força a qualificação. Cursos de gestão, oratória e vendas, além de novas habilidades para quem quer empreender. A ideia é dar o curso e também o crédito para investir no negócio, fortalecendo principalmente mulheres empreendedoras, mães atípicas e produtores da zona rural”, afirmou Bruna Ruanna.

Com a chegada de 2026, a AGE também reforça o alerta para o risco de desenquadramento do Microempreendedor Individual (MEI), principalmente por excesso de faturamento ou pendências fiscais.

“O governo tem o Simples Nacional, que facilita a vida de quem ganha menos: quem ganha menos paga menos, quem ganha mais paga mais. Quando o empreendedor perde esse enquadramento, ele passa a pagar mais impostos, pode ser bloqueado para emitir nota fiscal e precisa regularizar a situação. Por isso, a orientação é procurar a AGE para verificar o CNPJ, entender como está o faturamento e evitar problemas”, explicou Bruna Ruanna.