A bancada da Federação União Progressista na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) vai se reunir na próxima segunda-feira (13) para definir os próximos passos do grupo, incluindo a escolha da nova liderança e o posicionamento político que será adotado na Casa. A informação foi confirmada pelo deputado federal e presidente estadual do PP, Eduardo da Fonte.
A reunião acontece após a formalização, nesta quarta-feira (8), da saída da federação do bloco governista na Alepe, em um movimento que altera a correlação de forças no Legislativo estadual e amplia a pressão sobre a articulação política do governo Raquel Lyra (PSD).
Segundo Eduardo da Fonte, a decisão não deve ser interpretada como rompimento com o Executivo estadual, mas como uma mudança de postura da bancada diante da nova configuração política da Casa. “Não é rompimento, é independência”, afirmou.
De acordo com ele, a reunião de segunda-feira servirá para discutir os encaminhamentos internos da federação, incluindo a definição de liderança e a distribuição de espaços a que o grupo passou a ter direito após o crescimento da bancada com a janela partidária. “Vamos fazer uma reunião da bancada na segunda-feira para ver os encaminhamentos, para escolher o líder, para ver as coisas”, declarou.
A Federação União Progressista reúne parlamentares do Progressistas e do União Brasil. O ofício que oficializou a saída do bloco governista foi protocolado pelo deputado estadual Henrique Queiroz Filho (PP) e envolve 11 parlamentares, 10 do PP e o deputado Antonio Coelho (União Brasil).
Com a mudança, a federação passa a atuar de forma independente na Alepe, retirando da base governista a maior bancada da Casa. O movimento deve ter reflexos diretos na composição e no funcionamento das comissões permanentes, especialmente nas mais estratégicas, como a Comissão de Constituição, Legislação e Justiça.
Eduardo da Fonte afirmou que a decisão está ligada justamente ao novo tamanho da bancada e ao direito que a federação passou a ter de indicar mais nomes para esses colegiados. “Agora passamos a ter direito a duas indicações nas principais comissões. Isso vai ser definido pela federação, pelos membros. Não vai ficar com o governo indicar quem eles querem”, disse.
A movimentação contrasta com declarações recentes do deputado federal Lula da Fonte (PP), que no fim de março havia afirmado publicamente que o partido seguiria ao lado da governadora Raquel Lyra. Na ocasião, durante evento do governo em Moreno, o parlamentar declarou que o Progressistas caminharia com a gestora estadual.
Agora, com a nova decisão da bancada estadual, o cenário se torna mais complexo e abre uma fase de redefinição da relação entre a federação e o Palácio do Campo das Princesas.
Na prática, a saída do bloco governista não significa, ao menos por enquanto, adesão automática à oposição, mas estabelece uma condição de maior autonomia política da federação dentro da Alepe. Isso pode influenciar votações estratégicas, a formação de maioria nas comissões e o avanço de pautas de interesse do Executivo.
A reunião da próxima segunda-feira será decisiva para medir o grau dessa independência e indicar como o grupo pretende se posicionar no novo cenário político da Assembleia. (Com informações do JC online)



