As articulações para as eleições estaduais de 2026 em Pernambuco começam a ganhar forma nos bastidores da política. Informações que circulam no meio político indicam que a chapa a ser encabeçada pelo prefeito do Recife, , já teria um desenho praticamente definido para a disputa pelo Governo do Estado.
De acordo com informações divulgadas pelo blog do analista político Mário Flávio, o prefeito deixaria a gestão municipal para disputar o Palácio do Campo das Princesas. Na composição que vem sendo ventilada, as duas vagas ao Senado ficariam com o atual senador , que tentaria a reeleição, e com o deputado federal .
A movimentação chama atenção porque, na semana passada, Eduardo da Fonte declarou apoio à reeleição da governadora . Mesmo assim, segundo relatos de bastidores, as conversas continuam acontecendo entre lideranças partidárias e o cenário ainda pode sofrer alterações até a definição oficial das chapas.
Na vaga de vice-governador, o nome que vem sendo citado nas articulações é o do deputado estadual. A eventual indicação teria impacto direto na reorganização política do grupo Bezerra Coelho no estado.
Caso esse arranjo avance, o ex-prefeito de Petrolina , que vinha sendo citado como possível candidato ao Senado, poderia disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Nesse cenário, ele ocuparia o espaço político hoje representado por Eduardo da Fonte na Câmara, abrindo mão da pré-candidatura ao Senado.
O possível desenho da chapa também dialoga com declarações recentes de João Campos sobre a formação das alianças. Em entrevista à imprensa na última semana, o prefeito afirmou defender o que chamou de “arranjo padrão” para a disputa majoritária com uma candidatura ao governo, uma ao cargo de vice e duas ao Senado, modelo que, segundo ele, vem sendo adotado em diferentes estados.
A discussão sobre as vagas ao Senado ocorre em meio a um ambiente político mais amplo de disputa por espaço no campo que pode apoiar João Campos em 2026. Nos últimos dias, a ex-deputada federal também anunciou disposição de disputar o Senado e afirmou ter sofrido ataques e violência política de gênero após tornar pública a pré-candidatura.
O episódio acrescentou novos elementos ao debate sobre a formação das chapas e evidenciou a complexidade das negociações entre partidos e lideranças políticas. Apesar das movimentações e especulações, a composição ainda depende de ajustes entre as siglas envolvidas e de definições estratégicas que devem ocorrer ao longo dos próximos meses.
Nos bastidores, porém, a avaliação de parte dos interlocutores é de que a estrutura principal da chapa já começa a ser desenhada, restando apenas o momento político considerado mais adequado para que os anúncios sejam oficializados. Mas, como na política tudo pode acontecer, inclusive nada, o cenário segue em aberto e sujeito a rearranjos, característica comum nas disputas eleitorais que antecedem a corrida pelo Governo de Pernambuco.



