O Carnaval 2026 de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, terminou com avaliação positiva da gestão municipal. Em entrevista ao programa Nossa Voz, o secretário de Comunicação, Júnior Vilela, fez um balanço dos quatro dias de festa e destacou a ausência de ocorrências negativas, a valorização dos artistas da região e o impacto econômico do evento.
Segundo o secretário, a proposta foi resgatar a essência da folia, com foco na tradição e no público diverso.
“O saldo do Carnaval foi muito positivo. Não tivemos nenhuma ocorrência negativa. Foi o Carnaval em sua essência: fantasia, criança, idoso, todos os públicos, muita música e muita diversão. A gente conseguiu atingir a meta de realizar uma festa destacando as tradições da nossa região e o talento da nossa terra, mas principalmente com alegria e paz. Estamos muito satisfeitos com o Carnaval de Petrolina em 2026.”
De acordo com Vilela, cerca de 95% das atrações foram compostas por artistas locais, reforçando o compromisso com a chamada “prata da casa”.
“A gente teve aproximadamente 95% das atrações daqui da região. E foi para todos os gostos. Não foram apenas artistas de frevo e axé. Tivemos samba, reggae e outros estilos. O balinho infantil de domingo foi um sucesso tão grande na Praça 21 de Setembro que ganhou uma edição extra no dia seguinte. Tivemos projetos como o Pôr do Samba, que é uma mesa de samba muito bonita, além de nomes como Fernando Júnior, Fabiana Santiago, Alan Cléber e também atrações de fora, como Xexéu, que marcou época na Timbalada. Mas a essência foi valorizar o talento da nossa terra.”
A programação foi distribuída em três polos principais: Praça 21 de Setembro, Orla e Polo Multicultural Matinheiros. Segundo o secretário, cada espaço teve identidade própria e público distinto.
“O Polo Multicultural Matinheiros, por exemplo, tem um público totalmente diferente do que está na 21 de Setembro, que também é diferente do público da Orla. O importante é conseguir atender todos. O Matinheiros, inclusive, era um público que historicamente não se sentia contemplado no Carnaval. Então conseguimos ampliar a diversidade e garantir espaço para estilos que vão além do axé, do samba e do frevo.”
Além da diversidade musical, o tema do Carnaval também buscou valorizar elementos culturais e tradicionais da região.
“Tivemos polos com nomes como Pierrot, Colombina e Arlequim, celebrando essa tradição. Também destacamos elementos do nosso folclore, como o repente da Ilha do Fogo e referências culturais que fazem parte da identidade local. Não ficou apenas no tema, foi algo que realmente se concretizou na programação e na participação do público.”
Na área econômica, a estimativa preliminar aponta movimentação em torno de R$ 40 milhões. A taxa de ocupação hoteleira teria chegado a cerca de 90%, segundo a gestão.
“Ainda não fechamos o balanço final, mas a estimativa já adiantada pelo secretário de Desenvolvimento Econômico gira em torno de 40 milhões de reais. Hotéis praticamente lotados, muita gente da região e visitantes de fora. A cadeia produtiva da cultura é a mais impactada, mas também restaurantes, bares, salões de beleza, gráficas, imprensa. A economia é diretamente movimentada pelo Carnaval.”
O secretário também rebateu críticas sobre investimento público na festa.
“Não é gasto com festa. É investimento em um evento que celebra a cultura e movimenta a economia. Imagine a cidade sem Carnaval. É uma festa democrática, que é a cara do povo brasileiro e que gera renda para muitas famílias.”
Com público considerado expressivo nos três polos e diversidade de estilos, a Prefeitura avalia que o Carnaval 2026 consolidou o modelo descentralizado e culturalmente plural da festa.



