“Esperamos que o acusado vá a júri popular e seja condenado”, diz irmão de Giovanny, em audiência de instrução

0

A audiência de instrução do júri do caso do personal trainer Giovanny Diniz, assassinado a tiros em outubro do ano passado, ocorreu na manhã desta quarta-feira (2), no Fórum Dr. Souza Filho, em Petrolina. O réu, o policial militar Murilo Araújo, participou do ato por videoconferência, uma vez que seu pedido para comparecer presencialmente foi negado pelo juiz responsável pelo caso.

Familiares e amigos da vítima se mobilizaram na porta do fórum para pressionar as autoridades por uma punição severa ao acusado. A defesa de Murilo Araújo apresentou cinco testemunhas, enquanto a acusação levou dez depoentes ao tribunal.

O advogado da família de Giovanny, Dr. Ailton Abel, explicou a dinâmica da audiência e as possíveis decisões que o juiz pode tomar ao fim do procedimento.

“Essa audiência hoje será realizada para cumprimento da primeira fase do júri. O que vai ser feito aqui hoje? Serão ouvidas as testemunhas de acusação, depois testemunhas de defesa e, posteriormente, será ouvido o réu. Ao final dessa audiência, o juiz vai prolatar uma decisão, que poderá pronunciar, impronunciar, desclassificar ou até mesmo absolver o réu sumariamente. Obviamente, pelas provas contundentes nos autos e todos os elementos que comprovam a autoria do crime e a materialidade, nós esperamos, sem dúvida nenhuma, que o juiz traga uma decisão de pronúncia. Ou seja, decisão essa que conduzirá o réu ao plenário do júri em data futura.”

Sobre a ausência física do réu, Dr. Ailton esclareceu que, apesar de um pedido para sua presença, a Justiça optou pela participação remota.

“O réu não está presente, embora tenha havido pedido para que ele viesse participar presencialmente dessa audiência. O juiz Dr. Frederico indeferiu esse pedido e determinou que ele participasse por videoconferência. A audiência está marcada para as 9h da manhã, mas pode não ter horário exato para começar. Existe a possibilidade remota de não acontecer, caso haja algum problema técnico na comunicação com o preso. Acredito que isso não aconteça. Vamos torcer para que essa primeira fase do júri seja definitivamente concluída, permitindo que avancemos para a segunda fase e, assim, buscar uma condenação severa e à altura para esse crime brutal.”

O irmão de Giovanny, Giorgenes Diniz, expressou a angústia da família e a expectativa de que a justiça seja feita.

“Esperamos que a justiça seja feita e tenho fé em Deus que isso vai acontecer. Precisamos disso para acalentar um pouco o coração da nossa família, que está angustiada. Nos últimos dias, não conseguimos dormir direito. Esperamos que o acusado vá para o júri popular e que seja condenado, como prevê o devido processo legal.”

Ele também ressaltou o apoio da família ao longo de toda a tramitação do caso.

“Sim, vamos acompanhar toda a sessão. Minha família está chegando de Lagoa Grande, pois somos todos de lá. Inclusive, meus sobrinhos moram lá agora e já estão a caminho. Como é um pouco distante, acaba demorando um pouco. Mas estaremos todos juntos aqui, exigindo justiça pelo meu irmão.”

O crime ocorreu por volta das 19h35 do dia 21 de outubro, na área de condomínios do bairro Vila Mocó. Segundo as investigações, Giovanny foi surpreendido ao sair de casa em direção ao seu veículo. O assassino, que estava encapuzado, o seguiu em um carro e efetuou vários disparos, dois dos quais atingiram a cabeça da vítima. Pouco depois, a Polícia Civil identificou Murilo Araújo como suspeito. O policial acabou se entregando e, de acordo com a investigação, o crime teria sido motivado por ciúmes.

A audiência segue sem prazo determinado para encerramento, e a decisão do juiz será anunciada ao fim do procedimento.