Motoristas de Petrolina começaram a semana sentindo no bolso o aumento no preço dos combustíveis. Em alguns postos da cidade, a gasolina passou de R$ 6,79 para R$ 7,09. Já o diesel também registrou reajuste e pode estar até 80 centavos mais caro em comparação com valores praticados anteriormente.
A mudança repentina nos preços tem gerado questionamentos entre consumidores, que relatam situações em que abastecem em um dia com determinado valor e, no dia seguinte, encontram um preço mais alto nas bombas. Diante das reclamações, o Prodecon informou que já recebeu denúncias e que tem realizado fiscalizações para verificar possíveis irregularidades.
Segundo Marcos Bacelar, representante do Procon em Petrolina, a equipe do órgão já foi procurada por consumidores que questionam o aumento rápido dos valores.
“Essa é uma situação que exige atenção constante. Nós temos um olhar diferenciado para essa questão e acompanhamos de perto essas mudanças, porque sabemos que qualquer alteração no preço do combustível impacta diretamente a vida do consumidor”, afirmou.
De acordo com ele, uma operação de fiscalização já foi realizada recentemente em conjunto com outros órgãos para verificar denúncias feitas pela população.
“Na semana passada realizamos uma fiscalização em conjunto com o Instituto de Pesos e Medidas, o Ipem. Quando a denúncia envolve apenas preço, o Procon consegue fazer a verificação de forma direta. Mas quando surgem suspeitas relacionadas à qualidade do combustível ou à volumetria, que é a quantidade de combustível efetivamente entregue ao consumidor, precisamos da atuação de um órgão com competência técnica para analisar essas questões”, explicou.
Durante a operação, equipes visitaram postos de combustíveis para verificar se as denúncias anônimas feitas por consumidores tinham fundamento.
“Fomos a alguns postos para constatar a veracidade das denúncias que chegaram até nós. Estamos atentos não só à questão do preço, mas também à qualidade do combustível e à volumetria. O consumidor precisa ter a garantia de que está pagando pelo produto correto e recebendo exatamente aquilo que está sendo registrado na bomba”, disse.
Segundo Bacelar, a fiscalização ocorre em diferentes regiões do município.
“Temos um grande número de postos na cidade, mas estamos atuando não apenas na área central. Também estamos indo aos interiores e aos projetos irrigados, onde muitas vezes a situação pode ser ainda mais delicada. O objetivo é garantir que o consumidor não seja prejudicado e que as normas sejam respeitadas”, afirmou.
O aumento nos preços dos combustíveis também tem sido discutido nacionalmente. O Ministério de Minas e Energia criou uma Sala de Monitoramento do Abastecimento para acompanhar diariamente as condições do mercado de combustíveis no país.
Segundo o governo federal, a medida busca monitorar possíveis impactos no fornecimento e nos preços em razão do cenário internacional, especialmente por causa do conflito no Oriente Médio, região que concentra cerca de 60% das reservas globais de petróleo.
A Secretaria Nacional do Consumidor também solicitou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a análise de recentes aumentos no preço dos combustíveis registrados em alguns estados e no Distrito Federal. O pedido foi feito após sindicatos de postos informarem que distribuidoras elevaram os valores de venda aos estabelecimentos, citando a alta do petróleo no mercado internacional.
Até o momento, no entanto, não houve anúncio oficial de aumento nos preços praticados pela Petrobras nas refinarias.
Enquanto isso, os órgãos de defesa do consumidor afirmam que seguem acompanhando a situação e articulando ações em nível nacional.
“Os Procons de todo o Brasil estão se organizando para uma reunião entre os dias 18 e 20, quando vamos unir forças e trocar experiências sobre a fiscalização em postos de combustíveis. A ideia é tornar a atuação ainda mais efetiva e encontrar estratégias para lidar com uma situação que é preocupante não só aqui na nossa região, mas em todo o país”, destacou Marcos Bacelar.
Consumidores que identificarem irregularidades podem registrar denúncias diretamente no Prodecon de Petrolina, que funciona no Núcleo Administrativo Municipal, no bairro Parque Bandeirantes.



