A 17ª edição da Feira do Peixe Vivo será realizada no dia 1º de abril, no Mercado Público de Cabrobó. O evento, já tradicional no município, deve movimentar a economia local durante o período da Semana Santa e reunir consumidores, pescadores e empreendedores da região.
A feira começa às 5h da manhã e contará com a venda de espécies como tambaqui, tilápia, pirarucu, panga e curimatá. Além do pescado, o público também encontrará produtos como chocolates, doces, queijos, vinhos e artesanato.
Evento movimenta economia e gera renda
Segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Karla Amando, a feira se consolidou como uma das principais ações de incentivo à economia local.
“É um evento que já virou tradição no nosso município, a Feira do Peixe Vivo. É um evento que a gente já vem realizando há 17 anos. A cada ano vem crescendo e é um momento em que gera renda para nossos pescadores, comerciantes, trabalhadores, porque quem vai à feira não vai só comprar peixe. Ela circula pelo comércio, vai ao mercado, ao restaurante, à farmácia, e assim faz com que o dinheiro permaneça e movimente a economia dentro do próprio município.”
De acordo com a organização, o preço do peixe este ano será de R$ 18 o quilo. Em 2025, o valor era de R$ 16.
“A gente considera que é um aumento significativo, mas necessário diante dos custos dos piscicultores, principalmente com alimentação. Mesmo assim, buscamos manter um preço acessível. A feira é construída junto com os produtores, ouvindo o que eles precisam, para oferecer o melhor ao público.”
Produção exige planejamento antecipado
O planejamento da feira ocorre ao longo de todo o ano, devido ao ciclo de crescimento dos peixes.
“Quando a gente termina uma feira, já inicia a outra. O tambaqui tem um ciclo de 12 a 13 meses, enquanto a tilápia leva cerca de 8 meses. A gente faz esse monitoramento para garantir que o produto chegue com qualidade ao consumidor.”
A estrutura do evento conta com dez tanques para a comercialização dos peixes, permitindo que o consumidor escolha o produto ainda vivo e solicite o preparo no local.
Desafios da piscicultura
O secretário de Assuntos Indígenas e representante da APIC, Wélio Gavião, destacou as dificuldades enfrentadas pelos produtores.
“A piscicultura vem passando por uma crise. Não tem sido fácil se manter, principalmente por causa da alimentação dos peixes. Hoje temos 18 sócios ativos na associação e, mesmo com as dificuldades, conseguimos manter a produção com qualidade. Isso só é possível com união e também com o apoio do município, que ajuda com tanques e estrutura.”
Expectativa é de aumento nas vendas
Em 2025, a feira comercializou entre 12 e 15 toneladas de peixe, com faturamento estimado em cerca de R$ 240 mil. Para este ano, a expectativa é de crescimento.
“A gente quer chegar a 20 toneladas e um faturamento de aproximadamente R$ 360 mil. É um evento que atrai não só Cabrobó, mas toda a região. A divulgação tem sido intensificada e isso tem ampliado o público.”
Evento reúne mais que pescado
Ao longo dos anos, a feira passou a reunir outros segmentos, ampliando o alcance do evento.
“Hoje a feira não é só peixe. A gente tem chocolate, mel, doces, artesanato, queijo, vinho. Dá para sair com a ceia completa. A ideia foi tornar o evento mais atrativo, para que as pessoas venham não só comprar, mas também circular e conhecer outros produtos.”
A Feira do Peixe Vivo acontece no dia 1º de abril, a partir das 5h, no Mercado Público de Cabrobó, e deve repetir o sucesso das edições anteriores, consolidando-se como um dos principais eventos econômicos e culturais da região.




