Moradores denunciam aumento da violência e cobram reforço na segurança no bairro Jardim São Paulo, em Petrolina

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Moradores do bairro Jardim São Paulo, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, afirmam viver dias de preocupação com o aumento da violência na comunidade. Nos últimos meses, casos de arrombamentos, invasões a residências e até perseguição a uma criança foram relatados pela população. A comunidade pede reforço no policiamento e ações mais efetivas das autoridades de segurança pública.

De acordo com a Associação de Moradores do bairro, a situação tem gerado medo entre os residentes, que dizem não se sentir mais seguros dentro de casa ou nas ruas da comunidade.

O presidente da Associação de Moradores, Renato Cruz, afirma que o bairro passou a registrar ocorrências que antes não eram comuns na região. Segundo ele, a comunidade já buscou apoio das autoridades, mas enfrenta dificuldades por causa da falta de efetivo policial.

“Há algum tempo o bairro vem sofrendo um aumento muito grande na violência. Desde que assumimos a associação, procuramos as autoridades para relatar os problemas que estão acontecendo aqui. O que ouvimos foi que, como o bairro não era considerado violento e não tinha muitos homicídios, a prioridade seria dada a locais com índices maiores. Só que a realidade mudou. Já tivemos homicídios recentes e uma sequência de arrombamentos que têm deixado os moradores assustados”, afirmou.

Renato também destacou que equipamentos públicos da comunidade já foram alvo de criminosos. Um dos casos citados foi o da creche municipal, que teria sido invadida mais de uma vez.

“A creche já foi invadida algumas vezes e, recentemente, no domingo, houve mais um caso. Entramos em contato com a Polícia Militar e com a Guarda Municipal, mas houve demora no atendimento. Nesse episódio, os indivíduos levaram brinquedos da unidade. No dia seguinte, nós mesmos conseguimos localizar os objetos e devolvemos à creche. Situações como essa mostram o quanto a comunidade está vulnerável e precisando de atenção das autoridades”, relatou.

Outro episódio que chamou a atenção da associação envolveu uma tentativa de invasão a uma residência durante a madrugada.

“Uma moradora me ligou várias vezes pedindo socorro. Um homem tinha pulado o muro da casa dela e estava tentando arrombar a porta. Ela entrou em contato com a Polícia Militar, recebeu a informação de que a viatura estava a caminho, mas essa viatura nunca chegou. Isso causa indignação, porque estamos falando de segurança pública. As pessoas estão com medo dentro da própria casa”, disse o presidente.

Diante da situação, a associação afirma que pretende continuar buscando diálogo com o poder público e cobra medidas urgentes.

“Queremos pedir socorro às autoridades, ao comando da Polícia Militar e também à prefeitura. Temos uma creche que já foi invadida várias vezes e que também é responsabilidade da Guarda Municipal. Sabemos que chegaram novas viaturas à cidade e esperamos que isso ajude a melhorar o atendimento aqui no bairro. A população não suporta mais conviver com esse nível de violência”, completou Renato.

A moradora e integrante da associação, Fernanda Monique, também relatou que o clima entre os moradores é de insegurança. Segundo ela, muitas famílias mudaram hábitos por medo da violência.

“A situação aqui está muito séria. Hoje a gente não tem mais a mesma tranquilidade de antes. As pessoas tinham o costume de sentar na calçada à noite, conversar com os vizinhos, deixar as crianças brincarem na rua. Isso praticamente acabou, porque o sentimento agora é de insegurança constante”, contou.

Fernanda também relatou um caso envolvendo uma criança de 11 anos que teria sido perseguida por um homem nas proximidades da casa onde mora.

“No início do ano, uma menina de 11 anos foi perseguida por um homem que teria passado pelo abrigo da região. Ele caminhava com algumas bolsas nas costas e começou a seguir a criança. Ela correu até uma padaria e depois voltou para casa, até que a madrinha dela saiu no portão e conseguiu assustar o homem, que fugiu. Foi uma situação muito preocupante, porque mostra que nossos filhos também estão expostos”, relatou.

Diante dos episódios recentes, os moradores afirmam que a comunidade vive um momento de apreensão e pedem ações urgentes para reforçar a segurança no bairro Jardim São Paulo. A população espera maior presença policial e respostas mais rápidas em situações de emergência.