Moradores da Rua 15, no bairro Vale do Grande Rio, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, denunciam um grave problema de esgoto estourado que já dura mais de duas semanas. A situação tem provocado mau cheiro intenso, lama na porta das casas, riscos à saúde e prejuízos ao comércio local. A comunidade cobra uma solução definitiva por parte da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) e melhorias estruturais na via.
A equipe de reportagem esteve no local e ouviu moradores que relatam convivência diária com o esgoto a céu aberto. Segundo eles, medidas paliativas chegaram a ser realizadas, mas o problema volta a ocorrer pouco tempo depois.
Dona Maria Aparecida, moradora da Rua 15 e proprietária de um pequeno comércio, conta que o transtorno afeta diretamente a renda da família e a rotina dos moradores.
“A gente já vive com esse esgoto estourado há mais de 16 dias. Eu tenho um comérciozinho aqui e isso prejudica muito, porque os clientes não querem vir por causa do mau cheiro. Fica aquela fedentina o tempo todo. Quem tem criança, como eu tenho, sofre ainda mais, porque as crianças não podem brincar na rua. Além disso, a rua precisa de recapeamento, porque quando os carros chegam para abastecer o comércio, fica tudo alagado em frente”, relata.
Ela afirma ainda que uma intervenção temporária foi feita, mas não resolveu o problema.
“Foi feito um paliativo para amenizar, mas a situação continuou precária. A gente pede uma providência da Compesa para desobstruir esse esgoto de verdade, porque está demais. O cheiro é muito forte e ninguém aguenta mais conviver assim”, completa.
Outro morador da rua, Seu Domingos, diz que o problema é antigo e que já precisou intervir por conta própria para tentar minimizar os impactos.
“Eu moro aqui na Rua 15 há cerca de seis anos e, desde que cheguei, a briga com esse esgoto é constante. Já cheguei a desentupir com as próprias mãos. Peguei dor nos pés, coceira, tudo por causa desse contato com o esgoto. Isso aqui é falta de responsabilidade da Compesa. A gente trabalha, paga água, paga luz, cumpre com os deveres, e não é respeitado”, desabafa.
Segundo ele, a companhia já foi acionada diversas vezes, mas sem resultado efetivo.
“Quando a Compesa vem, faz um serviço mal feito, vira as costas e no outro dia o esgoto estoura de novo. É uma vergonha. Eu mesmo comprei várias varas para tentar desentupir. Já adoeci por causa disso. Falta respeito com o morador pobre, com quem só quer viver com dignidade”, afirma.
Moradora da Rua 15 há mais de 20 anos, Dona Helena reforça que o problema do esgoto vem acompanhado da falta de infraestrutura e coloca em risco a saúde das famílias.
“Quando o esgoto enche, ele volta para dentro das casas, porque a calçada é baixa. Na minha casa, o óleo e a sujeira do esgoto retornam para dentro. É um Deus nos acuda. A gente tem que conviver com isso, com a sujeira, pedindo misericórdia para a Compesa ter compaixão da gente e vir desobstruir essas bocas de lobo”, relata.
Ela também aponta outras demandas da comunidade.
“Além do esgoto, a rua precisa de melhorias urgentes na pista. E tem um terreno abandonado aqui que poderia virar uma praça. Uma praça faria muita diferença, daria mais qualidade de vida para os moradores e ocuparia um espaço que hoje só traz problema”, completa.
Os moradores da Rua 15, no Vale do Grande Rio, pedem providências urgentes. A solicitação é por uma solução definitiva para o esgoto estourado, além de recapeamento da via e a construção de uma praça, como forma de garantir mais dignidade, segurança e qualidade de vida para a comunidade.
No fim da manhã, uma equipe da Compesa esteve no local.




