Petrolina fecha janeiro com 27 mortes violentas; alta é de quase 69% em relação ao mesmo mês de 2025

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Petrolina, no Sertão de Pernambuco, encerrou o mês de janeiro com 27 mortes violentas registradas. O número chama atenção e representa um aumento de aproximadamente 68,7% em comparação com janeiro do ano passado, quando foram contabilizados 16 homicídios. Os dados ainda são preliminares e podem sofrer atualização, já que o balanço oficial da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) costuma ser divulgado apenas na metade do mês seguinte.

A última morte foi registrada na madrugada de sábado (31), após um ataque a tiros no bairro Residencial Vivendas I. A vítima foi uma mulher de 25 anos, identificada como Jeiziane, que não resistiu aos ferimentos. Outras três pessoas ficaram feridas: homens de 34 e 39 anos, além de um terceiro cuja idade não foi informada. Todos foram socorridos para unidades de saúde da região.

De acordo com a Polícia Civil de Pernambuco, o caso foi registrado como homicídio consumado e tentativa de triplo homicídio. As investigações seguem em andamento para identificar a autoria e esclarecer as circunstâncias do crime.

Comparativo preocupa

O número absoluto de mortes em janeiro deste ano já supera qualquer mês do primeiro semestre de 2025, com exceção de junho, que havia registrado 21 homicídios, até então o mês mais violento do ano passado. Em apenas um mês, Petrolina ultrapassou esse patamar, acendendo um alerta para a escalada da violência no município.

Entre os registros contabilizados em janeiro, estão quatro duplos homicídios, além de ocorrências em bairros como Dom Avelar, Jardim Petrópolis, João de Deus, Mandacaru, Areia Branca e Vila Lions, além de comunidades do Projeto Senador Nilo Coelho.

Perfil dos crimes

A maioria das mortes foi provocada por arma de fogo, mas também há registro de homicídio com arma branca. Todos os casos seguem sob investigação da Polícia Civil de Pernambuco.

Diante do cenário, moradores cobram mais ações de segurança pública, reforço no policiamento e políticas efetivas de prevenção à violência. Enquanto isso, a cidade aguarda a divulgação dos dados oficiais da SDS para a confirmação final dos números.