Procura por peixe aumenta em Petrolina na véspera da Sexta-feira Santa; preços se mantêm estáveis, dizem feirantes

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Na manhã desta quinta-feira (2), a movimentação nas feiras livres de Petrolina já reflete a tradição da Semana Santa. Consumidores saíram cedo de casa em busca de peixes, item tradicional nas refeições do período, especialmente na Sexta-feira Santa.

Na Feira da Areia Branca, um dos principais pontos de comércio popular da cidade, o movimento é intenso desde as primeiras horas do dia. A equipe de reportagem percorreu o local para ouvir vendedores e clientes sobre a procura, os preços e a expectativa para o feriado.

Procura cresce e expectativa é de aumento nas vendas

A vendedora Cláudia, que trabalha com pescado na feira, afirma que a demanda já aumentou em comparação com dias comuns e deve crescer ainda mais ao longo do dia.

“A procura aumentou hoje. Como é Quinta-feira Santa, muita gente já vem se preparar para o fim de semana. A tendência é melhorar ainda mais o movimento, principalmente amanhã”, explicou.

Segundo ela, as espécies mais procuradas são tilápia, tambaqui, piau e curimatá, bastante tradicionais na mesa dos consumidores da região.

Preços variam, mas seguem no mesmo patamar do ano passado

Em relação aos valores, os preços variam de acordo com o tipo e o tamanho do peixe. O quilo do tambaqui pode ser encontrado por R$ 35 a R$ 45. Já a tilápia está sendo vendida por cerca de R$ 45 o quilo, enquanto espécies como piau e curimatá custam, em média, R$ 40.

Apesar da alta procura, os vendedores afirmam que não houve aumento significativo em relação ao mesmo período do ano passado.

“É o mesmo valor. Não mudou muito não”, disse a feirante.

Tradição mantém consumo mesmo com variação de preços

Entre os consumidores, a tradição ainda é o principal fator que impulsiona as compras. O aposentado João Paulo, morador do centro da cidade, foi até a feira logo cedo garantir o pescado para a família.

“A gente, como católico, na Semana Santa sempre mantém essa tradição de comer peixe. Já faz parte da nossa cultura”, afirmou.

Mesmo reconhecendo que os preços poderiam ser mais baixos, ele diz que isso não impede a compra.

“O preço não é dos mais baratos, mas a gente compra. Quem trabalha com peixe é quem define, então a gente se adapta”, completou.

Tradição aquece economia local

Além de reforçar aspectos culturais e religiosos, a Semana Santa também movimenta a economia local. Feiras e mercados registram aumento no fluxo de clientes, garantindo renda extra para comerciantes e pescadores.

A expectativa dos feirantes é de que o movimento continue intenso até a Sexta-feira Santa, considerada o ponto alto das vendas.