O selo de eficiência energética das geladeiras e freezers vai mudar a partir de 2026. Serão apenas três níveis de classificação: A, B e C, contra seis atuais (A+++, A++, A+, A, B, C).
O objetivo das mudanças é reduzir o valor da conta de luz para o consumidor e, a longo prazo, diminuir o consumo de energia no país.
A troca do selo é parte de um projeto que começou em 2021 e vai até 2030.
Como são as regras hoje?
Para o consumidor, haverá alteração no selo de identificação de eficiência energética, que ganhará uma nova nomenclatura.
A revisão das regras foi discutida pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) em parceria com fabricantes de geladeiras e freezers, representados pela Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros).
O Inmetro é responsável por certificar geladeiras e outros produtos com selos de eficiência energética. Segundo o órgão, a classificação em faixas de consumo ajuda o consumidor a entender o que está comprando.
Atualmente, a tabela de selos pode confundir: os níveis vão de A+++ a A para os mais eficientes, seguidos por B, C, D e E, o menos eficiente.
Alguns produtos vão deixar de ser vendidos devido às novas regras: os menos eficientes puderam ser fabricados até o final de 2024 e vendidos no varejo até o fim de 2025.
Nos próximos anos, os equipamentos terão apenas as classificações A, B e C, como mostra a imagem abaixo comparando o antigo (à esquerda) ao novo (à direita).
Segundo o Inmetro, o Brasil estava defasado em relação às práticas internacionais.
A meta é que, em 2030, as geladeiras vendidas no país atinjam níveis de eficiência energética similares aos da União Europeia, que já atualizou sua classificação.
Segundo a Eletros, a indústria nacional já está preparada para cumprir as novas regras.
Jorge Nascimento, presidente executivo da Eletros, disse que as “empresas realizaram esforços relevantes de adequação, com investimentos e ajustes tecnológicos consistentes, o que permite ao setor avançar com segurança para esta nova etapa regulatória”.
Fonte: G1



