A aprovação da medalha de honra ao mérito Dom Malan para o ex-presidente Jair Bolsonaro, proposta pelo vereador Diego Serra (Republicanos), repercutiu negativamente entre movimentos populares e entidades da sociedade civil organizada de Petrolina. Para diversos grupos, a iniciativa representa uma afronta à memória de Dom Malan e um desrespeito à população que mais sofreu durante o governo bolsonarista.
Em nota conjunta, movimentos como o Luta de Classes, a União dos Estudantes de Pernambuco, o Movimento de Mulheres Olga Benário, a União da Juventude Rebelião, a Frente Negra Revolucionária e a Unidade Popular, reforçaram seu posicionamento contrário à homenagem. Eles argumentam que Bolsonaro não prestou nenhum serviço relevante à cidade que justificasse a honraria, e apontam seu histórico de ataques à democracia, à ciência e aos direitos sociais.
“É uma vergonha para Petrolina que uma medalha com o nome de Dom Malan — símbolo de desenvolvimento e cuidado com o povo — seja entregue a quem negou vacina, zombou das vítimas da COVID-19 e tentou sabotar a democracia brasileira com um golpe fracassado”, diz um trecho da nota.
As críticas também atingem o vereador autor da proposta. Para os movimentos, Diego Serra tenta capitalizar politicamente com a homenagem, agradando uma parcela extremista do eleitorado enquanto ignora as verdadeiras demandas da população. “Homenagear Bolsonaro é bajular um político que tenta escapar da justiça enquanto responde por crimes contra o país”, afirmam.
Ao final da nota, os movimentos reafirmam seu compromisso com a democracia e avisam: “Bolsonaro é persona non grata em nosso sertão. Se ousar aparecer em nossa cidade, vai receber a resposta do povo nas ruas”.