Sindicato dos Trabalhadores Rurais fecha acordo com reajuste salarial de 7,24% em Petrolina

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Em entrevista nesta quinta-feira (3), a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Assalariados Rurais de Petrolina, Maria Joelma, anunciou o fechamento de um acordo com o setor patronal, garantindo reajuste salarial e a manutenção de direitos trabalhistas.

“Quero aqui frisar que o sindicato é até a única instituição que tem por objetivo a defesa dos trabalhadores. Porque tem o Ministério do Trabalho, que é todas as categorias, mas a classe tem o seu sindicato, então o objetivo nosso é defender os nossos direitos.”

Sobre as negociações, Joelma destacou que algumas assembleias foram realizadas nas fazendas e que houve críticas nas redes sociais.

“Em alguns momentos a gente fez assembleias nas fazendas e aí nas redes sociais a gente viu algumas pessoas pobre de conhecimento do movimento sindical, dizendo que a gente tava fazendo baderna. Só que eu quero dizer que os trabalhadores não são baderneiros, os trabalhadores são pessoas que estão lutando pelos seus direitos. E com respeito a esses trabalhadores que a gente conseguiu nosso ajuste salarial. Que foi o nosso salário base.”

O acordo firmado garantiu um reajuste salarial de 7,24%, elevando o salário base da categoria de R$ 1.450 para R$ 1.555.

“O ano passado era R$ 1.450 e nós hoje estamos com R$ 1.555. Então o reajuste de R$ 105 sendo referente ao salário base do ano passado. Foi um percentual de 7,24%. 7,24%. Então nós da categoria nós não discutimos salário mínimo e sim o nosso salário base da categoria.”

Joelma ressaltou a importância do sindicato na garantia de direitos como transporte subsidiado e licença para mães lactantes.

“Tem pessoas que acha que o sindicato não faz nada. Sem sindicato você não tem o seu por cento do transporte, porque hoje a nossa categoria, se não fosse o sindicato, você trabalhador pagaria no mínimo, porque é de acordo com o seu salário que é 6% no mínimo, é R$ 94. Imagine só, você ser um sindicato pagando esse valor.”

Além disso, ela explicou a luta para garantir a manutenção de direitos trabalhistas em relação à rescisão de contrato e ao seguro-desemprego.

“A classe patronal queria que os trabalhadores tivessem um contrato de safra de 1 ano. Gente, são 12 meses. E aí, esse contrato, quando o trabalhador saísse da empresa, ele não teria direito ao aviso prévio, ele não teria direito à multa dos 40%. Ele que não teria direito ao seguro desemprego. Então assim, poxa, você trabalhar o ano inteiro e quando você sair você não tem um seguro desemprego, uma coisa que não vai sair do bolso do empresário. Então assim, nós não aceitamos, os trabalhadores não acataram essa proposta.”

A convenção coletiva já foi homologada e os novos valores já estão em vigor.

“Hoje na nossa convenção coletiva, você passou de 5 meses, a empresa é obrigada a te dar o aviso prévio, é obrigada a pagar a multa dos 40%, como também liberar a guia do seguro desemprego.

Em relação à vigência, Joelma destacou que já passou a valer agora “já começa a receber esse novo valor a partir de agora, como recebemos no quinto dia útil já é para ser neste pagamento de agora.”

O diretor do sindicato, José Roberto, reforçou o compromisso da entidade com os trabalhadores.

“Nos procure isso nas horas que você sempre precisar. Estamos sempre à disposição.”