Travessia Urbana de Juazeiro entra em nova fase: demolição de banca e restrição a caminhões pesados vão mudar trânsito a partir de setembro

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A Travessia Urbana de Juazeiro, obra do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), chega a uma etapa decisiva com impacto direto na mobilidade da cidade e da região. A partir de 15 de setembro, começam os testes operacionais nas novas rampas de acesso e descida da Ponte Presidente Dutra. Já no dia 22, está prevista a demolição da banca localizada na cabeceira da ponte, no lado baiano.

As intervenções vão exigir mudanças significativas no tráfego, incluindo a restrição de circulação para caminhões pesados, que deverão respeitar horários específicos ou buscar rotas alternativas. A fase deve durar cerca de um ano.

Para explicar como será a operação, o gestor de crise da Prefeitura de Juazeiro, Paulo Lima, detalhou as medidas e os desafios logísticos.

Segundo Lima, a atual gestão criou um comitê para acompanhar de perto as decisões do DNIT, algo que, segundo ele, não acontecia antes

“No passado, o DNIT tomava decisões de forma isolada, sem explicar para a população. Isso gerava insatisfação e transtornos. Agora, buscamos coordenação e diálogo para que cada mudança seja entendida e aceita.”

Ele lembra que a ponte é o único elo rodoviário direto entre Pernambuco e Bahia na região.

“Estamos falando de uma ligação que integra o Norte ao Sul do país. Qualquer intervenção precisa ser milimetricamente planejada, porque um erro pode paralisar o tráfego e causar prejuízos enormes.”

Testes antes da demolição

A rampa ao lado do Banco do Brasil, em Juazeiro, deve ser concluída até 18 de setembro, permitindo que o DNIT faça testes antes da derrubada da banca.

“Esses testes são fundamentais. Não podemos desviar caminhões pesados para vias que não foram projetadas para isso. Algumas rampas suportam até 47 toneladas, mas há veículos circulando com 60 ou 70 toneladas, o que poderia comprometer a estrutura.”

Durante os testes, há possibilidade de mudança no cronograma, caso se detectem riscos.

“Se identificarmos que a estrutura não comporta o fluxo previsto, teremos que adiar a demolição. Não é apenas uma questão de obra, é de segurança viária e de planejamento estratégico.”

Restrições para caminhões

A partir da demolição, veículos de carga com até três eixos e 23 toneladas poderão utilizar as rampas, mas somente em horários controlados — possivelmente entre 22h e 5h.

“O tráfego pesado será rigidamente controlado para evitar congestionamentos e danos às vias. Caminhões mais pesados não terão autorização para trafegar nesse trecho, e o DNIT vai usar seu sistema para monitorar e emitir autorizações especiais quando necessário.”

A fiscalização será permanente para evitar que veículos fora do padrão acessem a ponte.

“Precisaremos de equipes 24 horas por dia, nos dois lados da ponte, para impedir acessos irregulares. Um caminhão acima do peso na ponte poderia gerar um caos, inclusive com necessidade de manobras perigosas.”

Com a banca demolida, o único acesso ao centro de Juazeiro será pelo pontilhão próximo à Padaria.

“Veículos que descerem pela rampa e quiserem chegar ao centro precisarão usar a Pititinga ou o bairro Paraíso. Já quem estiver no centro e quiser atravessar para Petrolina terá que seguir pela orla e acessar o pontilhão.”

O comércio local também é ponto de atenção, já que ruas como Raul Alves e Santos Dumont serão proibidas para estacionamento até 3 de setembro.

“A operação tem que equilibrar segurança e economia. Não podemos inviabilizar o funcionamento do comércio, mas precisamos manter a área de obra totalmente livre para que o viaduto seja construído sem riscos.”