TSE autoriza Federação União Progressista

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou por unanimidade, nesta quinta-feira (26), o registro da Federação União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e Progressistas (PP).

Com a decisão, as duas siglas passam a atuar de forma conjunta nas eleições de 2026. Juntas, elas somam atualmente 109 deputados federais e 15 senadores, formando a maior bancada da Câmara dos Deputados e uma das maiores do Senado.

Nas eleições municipais mais recentes, União Brasil e PP elegeram 12.398 vereadores, 1.335 prefeitos, 186 deputados estaduais e quatro distritais. A federação também reúne seis governadores, entre eles o presidenciável Ronaldo Caiado (GO), além de quatro vice-governadores e 1.183 vice-prefeitos.

O anúncio da criação da federação havia sido feito em agosto. A estrutura será comandada de forma conjunta por Antonio Rueda e pelo senador Ciro Nogueira, presidentes nacionais das duas siglas.

Federação União Progressista emitiu nota logo após confirmada a decisão do TSE. No texto, diz que o objetivo da aliança é “fortalecer a governabilidade, ampliar a representatividade política e apresentar ao país uma agenda comum voltada ao desenvolvimento econômico, à estabilidade institucional, à disciplina fiscal e ao fortalecimento da democracia”.

Essa federação nasce após um longo período de conversas e discussões pautadas pelo espírito de sempre, que é oferecer aos brasileiros os melhores projetos e os mais qualificados quadros. Agora, formalmente autorizados pelo Tribunal Superior Eleitoral, é hora de começarmos a concretizar tudo aquilo que planejamos: fazer o Brasil se desenvolver e gerar dignidade aos brasileiros.
Presidente do União Brasil, Antonio Rueda.

A federação pretende adiar ao máximo a definição sobre o posicionamento na eleição presidencial de 2026. A estratégia é aguardar a consolidação das candidaturas antes de tomar uma decisão.

A prioridade, de acordo com integrantes, será ampliar a bancada no Congresso Nacional, com foco na eleição de deputados e senadores, garantindo força política e acesso a recursos como o fundo partidário.

Nos bastidores, a avaliação é de que o cenário da centro-direita ainda é incerto, o que dificulta a definição de um caminho único. Dentro das duas legendas, há divergências: uma ala defende apoio a Flávio Bolsonaro (PL), enquanto outra prefere liberar os filiados para apoiar diferentes candidatos, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), especialmente no Nordeste, para evitar prejuízos nas disputas locais.

Com informações da CNN