Nesta quinta-feira (5) será ofializado na Câmara dos vereadores de Petrolina, a atuação institucional do Instituto Rosa Viva, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, promovido pela vereadora Rosarinha Coelho. A iniciativa, que já vinha desenvolvendo ações desde o ano passado, passa agora a funcionar de forma estruturada, com sede fixa, equipe multidisciplinar e canais oficiais de atendimento.
A formalização acontece dentro da programação da Semana Internacional da Mulher e, segundo a parlamentar, representa a concretização de um projeto idealizado para fortalecer o acolhimento de mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade.
“Nós começamos as ações o ano passado no Instituto Rosa Viva, que veio sobretudo com a missão do acolhimento, proteção e transformação social para as mulheres e também para as crianças. É uma ideia que eu considero maravilhosa, um sonho do nosso coração. E não estou sozinha nesse projeto, porque sozinha a gente não faz nada. Hoje nós temos mais de 30 sócios fundadores, entre homens e mulheres, que querem contribuir com esse trabalho social.”
De acordo com a vereadora, o foco principal será o atendimento a mulheres vítimas de violência, mães solo e mães atípicas, especialmente aquelas que enfrentam abandono após o diagnóstico dos filhos.
“Nós sabemos que hoje temos um grande número de mulheres, mães solo e mães atípicas. Como os próprios estudos mostram, quando descobrem que o filho é atípico, a maioria dos companheiros também as abandonam. Então o nosso público-alvo serão mulheres vítimas de violência, mulheres que enfrentam qualquer tipo de violência, mas também as mães atípicas, crianças atípicas e famílias em vulnerabilidade que estiverem precisando do nosso apoio e do nosso acolhimento.”
Critérios para atendimento
Para ter acesso aos serviços, será necessário estar inscrito no Cadastro Único. A vereadora ressaltou que o instituto não possui vínculo com o Governo Federal e que o critério será utilizado apenas como comprovação da condição de vulnerabilidade social.
“É uma instituição social feita por voluntários e voluntárias. Quando eu falo do Cadastro Único é porque é a melhor maneira de você provar que tem vulnerabilidade, que é de família humilde e que realmente necessita desse atendimento gratuito. Não tem nada a ver com Governo Federal, é uma ação social independente.”
Equipe multidisciplinar e serviços
O Instituto Rosa Viva contará com profissionais voluntários de diferentes áreas, incluindo ginecologista, psicólogos, advogadas e assistentes sociais. A proposta é oferecer acompanhamento integral às mulheres atendidas.
“Agora oficialmente nós teremos uma ginecologista, a Dra. Karen, atendendo as mulheres e fazendo preventivos, trabalhando a prevenção do câncer do colo do útero. Já temos quatro psicólogas e um psicólogo confirmados para atender as crianças atípicas e também mulheres vítimas de violência. Temos duas advogadas voluntárias que vão orientar sobre os órgãos de atendimento e duas assistentes sociais que farão o acompanhamento dos casos.”
Além dos atendimentos na área da saúde e jurídica, o instituto também vai promover ações de autocuidado e capacitação profissional.
“Nós teremos oficinas, como a de design de sobrancelhas com a Dayanne Lucena, profissionais de maquiagem e o dia do autocuidado, que a gente sempre promove. Também contamos com fisioterapeutas voluntárias, como a Dra. Vanessa, que já faz esse trabalho com a gente. São muitos profissionais e eu estou muito feliz com essa mobilização.”
Sede e funcionamento
O instituto funcionará no bairro Alto do Cocar, em um espaço cedido para as atividades. A partir desta quinta-feira, o atendimento passa a contar com telefone e WhatsApp oficial: (87) 98124-4456.
“Agora nós teremos uma sede para que os voluntários possam atender com organização. A nossa ginecologista, por exemplo, fará o primeiro atendimento no dia 28, mas durante a semana também teremos dias específicos para consultas. A ideia é que a população possa marcar e ser assistida de forma contínua, não apenas em ações pontuais.”



