Silvio Costa Filho diz que decisão sobre Senado será coletiva e ao lado de Lula: “Na hora certa”

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Em meio às articulações para a disputa ao Senado em 2026, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que está “animado” com o trabalho que vem realizando no governo federal e reforçou que qualquer definição sobre candidatura passará por uma construção conjunta com o presidente Lula e com o partido.

A declaração foi dada nesta sexta-feira (13), durante entrevista ao programa Nossa Voz. Questionado sobre a possibilidade de deixar o comando da pasta em abril para se dedicar integralmente à disputa eleitoral, o ministro evitou antecipar decisões e destacou que o cenário envolve múltiplos fatores.

“Nós estamos trabalhando nessa direção e temos focado, e esse é o nosso objetivo até o dia 2 de abril: andar o Brasil, fazer as entregas ao lado do presidente Lula. É o que nós estamos procurando fazer. E na hora certa nós tomaremos uma decisão coletiva. Como você tão bem disse, eleição majoritária não depende apenas de um desejo pessoal. Ela depende sempre de um conjunto de fatores. É o que nós estamos fazendo, trabalhando muito e aguardando a conjuntura do momento.”

O cenário em Pernambuco é considerado um dos mais complexos do país. Há mais nomes colocados do que vagas disponíveis. Além de Silvio, são apontados como possíveis integrantes do mesmo campo político o prefeito do Recife, João Campos, a ex-deputada Marília Arraes, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, além do senador Humberto Costa, que deve disputar a reeleição.

Nos bastidores, a possível candidatura de Miguel Coelho ao Senado também é vista como um fator de pressão interna, especialmente diante da declaração pública de Silvio de que pretende contar com a bênção de Lula para consolidar o projeto. A dúvida que circula entre aliados é: como acomodar tantos nomes competitivos.

Silvio afirmou que pesquisas internas indicam crescimento do seu nome e agradeceu o apoio que diz ter recebido da população pernambucana.

“Todas as pesquisas apontam um crescimento importante do nosso nome. Quero agradecer ao povo de Pernambuco pela confiança que a gente vem recebendo para disputar o Senado em 2026. Aprendi na vida que gratidão se retribui com gratidão e, sobretudo, com muito trabalho. Eu me sinto pronto e preparado para representar o povo de Pernambuco no Senado Federal. Fui vereador do Recife, deputado estadual, deputado federal, secretário de Estado e agora ministro do presidente Lula. Conheço o nosso estado do litoral ao Sertão, conheço os desafios econômicos e sociais e acredito que posso dar uma bela contribuição ao Brasil.”

“Na hora certa, decisão coletiva ao lado do presidente Lula”

Ao falar sobre os próximos passos, o ministro voltou a frisar que a definição não será individual.

“Na hora certa, nós tomaremos uma decisão coletiva ao lado do presidente Lula para a gente definir a nossa candidatura ao Senado.”

A fala reforça a estratégia de atrelar o projeto ao Palácio do Planalto e sinaliza que o aval do presidente será determinante para o desfecho das articulações.

Relação com aliados e diálogo aberto

Questionado sobre a relação política com João Campos e possíveis entendimentos com outros pré-candidatos, Silvio destacou que mantém diálogo com todos os atores do campo político.

“Tenho um bom diálogo com o ex-prefeito Miguel Coelho, votei nele na reeleição, tenho excelente relação com a ex-deputada Marília Arraes e com o prefeito João Campos. Sempre procurei dialogar com todos que fazem a política do nosso estado. O diálogo é a melhor forma de construir a boa política. As pessoas estão cansadas de briga, de arenga, de confusão. O povo quer saber de resultado, quer saber se Pernambuco está crescendo, se os filhos estão ingressando na universidade, se a escola funciona.”

Sobre um possível encontro com Miguel Coelho, citado anteriormente pelo próprio ministro, ele não detalhou se a reunião já ocorreu, mas reforçou que as conversas fazem parte do processo natural de construção política.

Silvio também afirmou que mantém diálogo institucional com a governadora Raquel Lyra, com o objetivo de viabilizar investimentos para o estado.

Com um tabuleiro ainda indefinido, a corrida ao Senado em Pernambuco promete intensificar negociações nos próximos meses. A pergunta que permanece nos bastidores é se haverá espaço para acomodar todos os projetos no mesmo palanque ou se parte do grupo terá de rever estratégias. Até lá, como reforçou o ministro, a palavra final dependerá de uma decisão coletiva e do peso político do presidente Lula na definição das candidaturas.