Wenderson Batista rebate críticas à base governista e acusa oposição de espalhar desinformação na Câmara de Petrolina

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Durante discurso na tribuna da Câmara de Vereadores de Petrolina, na sessão desta quinta-feira (07), o vereador Wenderson Batista reagiu às críticas feitas pelo vereador Gilmar Santos aos parlamentares da bancada de situação que aprovaram o requerimento suspendendo as audiências públicas do Legislativo municipal até o fim do período eleitoral.

Mesmo sem citar nomes diretamente e na ausência de Gilmar Santos na sessão, Wenderson fez referências claras ao posicionamento adotado pelo colega de oposição, que havia afirmado que passaria a constranger os demais vereadores sempre que tivesse oportunidade, por entender que a suspensão das audiências representaria o cerceamento de uma ferramenta importante para a população.

Ao usar a tribuna, Wenderson afirmou que parte da oposição se concentra apenas em apontar problemas, sem reconhecer os limites burocráticos da administração pública. “Aqui na Casa é impressionante, ou em outros segmentos, só pontua o negativo. O negativo sempre vai ter, sempre vai faltar o remédio, mas não é porque o prefeito quer que falte remédio. É porque atrás disso existe uma burocracia que muitos que falam sabem como acontece ou então não sabem e se fazem de doidos”, declarou.

O vereador também mencionou entraves em licitações e no fornecimento de medicamentos para justificar situações enfrentadas pela gestão municipal. “Não é o prefeito que fabrica o medicamento, isso passa por uma licitação. Tem situações que as empresas que ganham a licitação, quando é para entregar o medicamento, não têm. Tem situações que a empresa quer até entregar, mas o fabricante não tem”, afirmou.

Na sequência, Wenderson disse que o papel do vereador também passa por orientar corretamente a população e buscar informações nos canais adequados, em vez de alimentar críticas sem base. “As pessoas também têm que ter o discernimento de buscar informação no local correto, de buscar informação com as pessoas que realmente têm discernimento, têm conhecimento das regras”.

Como exemplo, o parlamentar relatou ter sido procurado por uma pessoa com dúvidas sobre o mutirão de catarata e afirmou que buscou a resposta junto à Secretaria de Saúde antes de orientar a família. “Tem gente, minha gente, que vai na contramão. Vai naquele que faz a crítica contra o prefeito. E o cara não vai dar informação com precisão, vai alimentar a desinformação para vir para politicagem e começar as críticas, até de baixo nível, de baixo calão”, afirmou, apontando que críticas podem ser importantes, desde que tenham caráter construtivo.

Wenderson ainda elevou o tom ao afirmar que o grupo político do qual faz parte não teria hoje uma oposição competitiva em Petrolina. “Eu não canso de falar. Enquanto alguns vêm para cá usar a palavra ‘eu irei constranger toda vez’, rapaz, eu fico imaginando um agente público desse, um político eleito com voto do povo, usando o seu tempo, o seu momento, o seu trabalho para querer combater um grupo que é incompatível. O grupo que eu faço parte hoje em Petrolina é incombatível, porque nós não temos oposição. Não temos para competir”.

Apesar da crítica, o vereador afirmou que a existência de uma oposição mais forte poderia, na sua avaliação, até estimular mais investimentos para a cidade. “Se tivesse era melhor, porque quando tem a competição, se Petrolina recebe o que recebe, imagine se tivesse a competição. Meu amigo, aí que ia virar realmente uma Dubai da vida”, declarou.

Por fim, Wenderson afirmou ter orgulho do grupo político ao qual pertence e defendeu que o debate público, quando feito em alto nível, pode contribuir para o município.“Eu tenho orgulho, um orgulho arretado de fazer política com o grupo ao qual eu faço parte”, concluiu.

O discurso de Wenderson ocorre dias depois da forte reação pública do vereador Gilmar Santos à aprovação do requerimento que suspendeu as audiências públicas da Câmara até o fim do período eleitoral. Em nota divulgada após a votação, Gilmar classificou a decisão como um ataque à participação popular, afirmou que as audiências tratavam de temas urgentes como saneamento, drenagem, moradia, acesso à água, tarifa zero e direitos sociais, e acusou a maioria dos vereadores de agir por conveniência política, em alinhamento com o Executivo, para esvaziar o debate público e silenciar as demandas das periferias de Petrolina.