No loteamento São Rafael, conhecido como Cohab São Francisco, moradores convivem com problemas que vão da falta de infraestrutura básica a riscos à saúde e à segurança. Logo na entrada da comunidade, a dificuldade de acesso chama atenção: a via principal não tem asfalto e está tomada por buracos, o que compromete a mobilidade de quem vive na região, especialmente em períodos de chuva.
A situação se agrava com outras demandas apontadas pelos moradores. A praça, que deveria ser um espaço de lazer, está tomada pelo mato e sem manutenção. Há ainda registros de esgoto estourado na avenida principal, além de lama em frente à creche da comunidade, dificultando a circulação de crianças, pais e funcionários.
Morador do loteamento, Marcos relata que a população tem enfrentado dificuldades diárias para entrar e sair da comunidade. Segundo ele, a falta de pavimentação e de vias adequadas deixa os moradores “reféns” de caminhos improvisados. “A gente solicita um olhar mais atento do poder público. Aqui são muitas famílias, muitas casas, e a mobilidade está muito comprometida, principalmente quando chove, porque fica tudo alagado”, afirmou.
Ainda de acordo com ele, a situação impacta diretamente serviços essenciais, como transporte e atendimentos de emergência. “O que a gente percebe é um descaso com os acessos ao bairro. Precisamos de uma intervenção urgente para melhorar essas condições”, completou.
Outra preocupação é a falta de manutenção em áreas públicas. A moradora Josiane Maria da Conceição destaca que a praça da comunidade está abandonada, o que tem gerado medo entre os moradores. “O matagal está muito alto, e isso acaba atraindo animais como escorpiões e até cobras. É uma situação muito séria e perigosa para quem mora aqui”, disse.
Ela também chama atenção para o esgoto estourado na avenida principal, por onde passam, inclusive, transportes escolares. “Além do mau cheiro, a água fica espalhada pela via. Quando passam carros em alta velocidade, acabam jogando essa água nas pessoas. É uma situação muito complicada”, relatou.
Em frente à creche, o cenário também preocupa. Segundo os moradores, a falta de pavimentação faz com que o local vire um “lameiro” em dias de chuva, dificultando o acesso. “Afeta diretamente as crianças, os pais e os funcionários. É um transtorno diário”, afirmou Josiane.
Outro ponto crítico é a ausência de iluminação pública. De acordo com relatos, a escuridão tem aumentado a sensação de insegurança e já contribuiu para acidentes. “Não tem iluminação. Já teve caso de atropelamento aqui porque a rua é cheia de buracos e muito escura”, contou a moradora.
Diante dos problemas, a comunidade pede providências urgentes do poder público para garantir melhores condições de vida no loteamento.


