“Faça o seu trabalho sem achar que os outros colegas são obrigados a fazerem palanque eleitoral para você”, disse Rosarinha em resposta a Gilmar Santos

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Fala durante o Nossa Voz desta terça gira em torno das audiências públicas propostas por Gilmar Santos e proibidas após requerimento da Câmara Municipal que incluiu a assinatura da vereadora

Durante o programa Nossa Voz desta terça-feira (12), as audiências públicas realizadas pelo vereador Gilmar Santos (PT) em residenciais de Petrolina voltaram a ser alvo de debate. A discussão teve início após participação por telefone feita pelo vereador durante a entrevista de Rosarinha Coelho no programa para falar de ação realizada por seu Instituto Rosa Viva.

O vereador de oposição criticou a ausência de vereadores da bancada governista nas audiências, incluindo a ausência da vereadora. Segundo ele, a falta de participação prejudica o debate de temas essenciais, como saúde, saneamento, moradia e transporte público.

Durante a ligação, o parlamentar elogiou o trabalho da vereadora Rosarinha Coelho, através de seu Instituto, mas enfatizou que o poder público ainda deixa a desejar, principalmente, nos postos de saúde das periferias e criticou, além da ausência da vereadora nas audiências que ele propôs, a assinatura dela em requerimento que proibiu a realização das sessões nos bairros, sob a justificativa do período eleitoral.

“Tenho certeza que o seu instituto, assim como as organizações sociais que lutam pelo nosso povo, não vão dar conta de tanta demanda. É o poder público que tem que tratar disso e a alegação que a senhora e os outros vereadores fizeram é porque é período eleitoral e não queria dar visibilidade aos pré-candidatos. Então, eu fico imensamente triste, desejo que a senhora fortaleça a sua organização, mas que a senhora, assim como os demais vereadores, cumpram o seu papel. São mais de 20 mil reais que o povo de Petrolina paga para que os vereadores façam um desserviço calando o povo, calando as audiências públicas tão fundamentais”, afirmou o vereador.

Em resposta, durante entrevista no programa, a vereadora Rosarinha Coelho defendeu que, no período pré-eleitoral, audiências públicas não podem ser usadas indevidamente como palanque político. Ela destacou que ações concretas nos bairros, como o acompanhamento de obras e o atendimento direto à população, são mais eficazes para garantir resultados.

“Vocês acham mesmo que o prefeito Simão não anda nos bairros? Quem mais conhece a prefeitura é o prefeito e os vereadores que lá estão. Eu não desmereço o trabalho do senhor, mas faça movimentações nos bairros, escute a população, faça o seu trabalho, sem achar que os outros colegas são obrigados a fazerem palanque eleitoral para você. Você é um professor que eu sempre respeitei muito, mas entenda, em período pré-eleitoral, nenhum vereador vai querer fazer palanque para campanha do deputado estadual, não. Nós temos três pré-candidatos na casa”, disse Rosarinha.

A vereadora acrescentou que mantém portas abertas para atender moradores de bairros como Jardim Petrópolis e Mandacaru, reforçando seu compromisso com a população local.

Polêmica das audiências públicas em Petrolina

As audiências públicas realizadas em residenciais de Petrolina, propostas pelo vereador Gilmar Santos, viraram alvo de polêmica após a Câmara Municipal votar pela proibição de sessões realizadas fora da Casa Legislativa. 19 dos 23 vereadores da Casa Plínio Amorim votaram para proibir as sessões, incluindo a vereadora Rosarinha Coelho, que assinou o requerimento que estabeleceu que novas audiências públicas só sejam realizadas após o período eleitoral.