
O candidato a deputado federal afirmou que parlamentares não deveriam mexer com dinheiro e que recursos, muitas vezes, servem para comprar bases eleitorais
Durante sabatina no programa Nossa Voz desta quarta-feira (16), o candidato a deputado federal por Pernambuco, Patrick Campos (PT), afirmou que é a favor do fim das emendas parlamentares.
“Eu e os meus companheiros e companheiras defendemos o fim das emendas parlamentares. Sou professor de direito constitucional. O executivo executa, o judiciário julga, o legislativo legisla. É é assim que está desenhado na Constituição, é assim que deveria ser. Deputado, senador não deveria mexer com dinheiro. Não deveria. O orçamento público tem que ser executado pelo poder executivo. É assim que deveria funcionar”.
De acordo com Patrick Campos, o mal uso das emendas abarca consequências negativas, entre eles, a compra de bases eleitorais.
“Colocar dinheiro público na mão de parlamentares, primeiro, tira dinheiro da mão do executivo, ou seja, o orçamento fica reduzido. Segundo, o gasto não é eficiente, porque não é planejado. E terceiro, a consequência que você mencionou. Tem gente que utiliza muito mal as emendas. Utiliza as emendas para benefício particular, pessoal, para garantir reeleição, para, entre aspas, comprar essas bases eleitorais”.
O candidato à Câmara Federal disse que existem as ‘boas emendas’, mas que elas não justificam o ‘mal’ que provocam.
“Tem emenda boa? Tem emenda boa. Tem emenda que, às vezes, ajuda muito a saúde, a educação, mas a minha opinião é que o bem que elas fazem não justifica o mal que elas provocam […] Temos que acabar com as emendas parlamentares, porque elas hoje servem como moeda de troca e cooptação de voto”.
Ele defendeu a ideia de um orçamento participativo, onde a destinação das emendas tenha como foco o debate popular.
“Minha opinião é que as pessoas tem que participar, ter escuta. Se a gente quer uma alternativa para quem está me escutando, é possível acabar com as emendas e aumentar a democracia? Sim, com o quê? Orçamento participativo. Mas em âmbito nacional. Eu acho que hoje tem tecnologia para isso. Há 30 anos atrás, não era muito difícil, mas hoje, imaginem só vocês e eu virmos aqui para discutir a destinação de uma emenda para Petrolina com o conjunto da cidade, um debate aberto. Eu acho que isso é o correto”.


