ACM Neto admite visita à casa de Daniel Vorcaro, mas nega participação em festas

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Foto: Reprodução

Declaração foi encaminhada à revista Piauí, que publicou uma reportagem com relatos de ex-funcionários da propriedade sobre a movimentação de autoridades e convidados na casa

O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), admitiu ter visitado a residência do banqueiro Daniel Vorcaro, em Trancoso, no sul da Bahia, mas negou ter participado de festas realizadas no local. A declaração foi encaminhada à revista Piauí, que publicou uma reportagem com relatos de ex-funcionários da propriedade sobre a movimentação de autoridades e convidados na casa.

Inicialmente, a assessoria de ACM Neto informou que ele nunca havia estado no imóvel, mas depois enviou uma nova manifestação esclarecendo que o político esteve no local apenas uma vez, em 2024. “Estive uma única vez na residência de Daniel Vorcaro no ano de 2024, mas nunca, jamais, participei de festa na casa dele”, afirmou ACM Neto.

A reportagem também cita investigações que apontam que uma empresa ligada ao ex-prefeito recebeu R$ 3,6 milhões do banqueiro. Além disso, reúne depoimentos de um ex-funcionário que descreve festas com a presença de garotas de programa estrangeiras e regras que proibiam registros fotográficos na residência.

Um morador da região também relatou à publicação que era frequente a movimentação de seguranças, mulheres jovens e homens mais velhos na área de acesso à praia em frente ao imóvel.

Caso Master

Escândalo do Banco Master (ou Caso Master) corresponde a investigações sobre fraudes financeiras no Banco Master e às relações de seu controlador, Daniel Vorcaro, com autoridades políticas e judiciais brasileiras. O caso ganhou repercussão no final de 2025, com a deflagração da Operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF) e a liquidação da instituição financeira pelo Banco Central, bem como prisão de Vorcaro no mês de novembro. O caso é considerado a maior fraude bancária na história brasileira, com indícios de envolvimento de autoridades políticas, servidores do Banco Central e integrantes do Poder Judiciário.