Acusado de assassinar advogado Marcílio Gonçalves é condenado há 30 anos de prisão e indenização de 500 mil à família da vítima

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Marcílio Márcio Amorim Gonçalves foi assassinado em novembro de 2024, na zona rural de Juazeiro. Foto: Reprodução

Caso aconteceu em novembro de 2024. Corpo do advogado foi encontrado dentro do Rio São Francisco, em Juazeiro, com sinais de tortura

Lucas Matheus Avelino da Silva, acusado de assassinar o advogado Marcílio Márcio Amorim Gonçalves, no distrito de Itamotinga, em Juazeiro, norte da Bahia, no dia 16 de novembro de 2024, foi condenado a 30 anos de prisão. Além disso, o magistrado fixou uma pena de  indenização para a família da vítima no valor de R$ 500 mil.

“A indenização é uma regra que foi criada em 2019. O juiz fixa um valor de reparação dos danos para a família. Antigamente os familiares das vítimas precisavam entrar com o processo cível para cobrar uma indenização pela perda de seu ente. Hoje em dia isso não é mais necessário, pois o próprio juiz fixa o valor da indenização. No caso do condenado pela morte do advogado, cujo júri aconteceu hoje, dia 28, o magistrado fixou uma indenização de 500 mil reais. Portanto, o valor que faz parte da sentença já pode ser executado diretamente no cível, ou seja, com base na sentença, a família já pode executar sem precisar mais entrar com processo posteriormente”, explicou o criminalista  Deusdedite Gomes Araújo, ao Portal Preto No Branco.

Julgamento

O julgamento de Lucas Matheus Avelino da Silva ocorreu nesta terça-feira (28), no Fórum Conselheiro Luiz Viana Filho, em Juazeiro. O Ministério Público foi representado pelo Promotor Raimundo Moinhos, e atuou como assistente da acusação, o advogado Rafael Lino.

Crime

O corpo do advogado foi encontrado com mãos e pés amarrados dentro do rio, indicando a possibilidade de que a vítima tenha sido rendida e impossibilitada de se defender. De acordo com informações da polícia, havia ferimentos provocados por pauladas e chave de fenda.

Doze dias após o crime, em 28 de novembro, o acusado de iniciais L. M. A. da S. foi preso pela Delegacia de Homicídios de Juazeiro e da 17ª Coordenadoria de Polícia do Interior (17ª COORPIN). Ele estava foragido e foi capturado na zona rural, na cidade de Chapadão do Lageado, em Santa Catarina. O trabalho investigativo permitiu identificar que o homicídio foi cometido pelo caseiro da propriedade da vítima, segundo a PC.

“A prisão foi possível graças à troca de informações entre a DH JUAZEIRO, o Núcleo de Inteligência da 17ª COORPIN e a Agência de Inteligência do 13º Batalhão de Polícia Militar de Rio do Sul/SC.”

Ainda de acordo com a PC, com o acusado foram encontrados alguns equipamentos pertencentes à vítima, incluindo os celulares e o computador roubados. O suspeito também confessou o homicídio à polícia.

O caso teve grande repercussão em toda a Bahia, mobilizando inclusive a OAB-BA, que cobrou celeridade na apuração dos fatos e rigor na responsabilização dos envolvidos.

Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil, Subseção de Juazeiro/BA, informou que estará presente institucionalmente, através do Conselheiro Estadual Dr. Rafael Lino, que também funciona como advogado da assistente de acusação, reafirmando seu compromisso intransigente com a defesa da vida e do Estado Democrático de Direito.

Fonte: Portal Preto no Branco