Ato em defesa do fim da jornada 6×1 é realizado em Juazeiro no feriado do Dia do Trabalhador

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Foto: Organização

Ato integra agenda nacional de manifestações em diversas regiões do país

Na manhã desta sexta-feira (1º), feriado do Dia do Trabalhador, foi realizado em Juazeiro um ato em defesa da redução da jornada de trabalho e pelo fim da escala 6×1, sem redução salarial. A mobilização teve início por volta das 8h30, com concentração em frente ao Vaporzinho, na Orla 2 da cidade.

O protesto integra uma agenda nacional de manifestações que ocorrem simultaneamente em diversas regiões do país, incluindo o Vale do São Francisco. A iniciativa reúne trabalhadores e trabalhadoras de diferentes categorias, que se unem em torno da pauta por melhores condições de trabalho, mais dignidade e garantia do direito ao descanso.

Durante o ato, os participantes destacaram a importância de discutir novos modelos de jornada que priorizem a qualidade de vida, sem prejuízos financeiros, reforçando a necessidade de avanços nas relações trabalhistas no Brasil.

Mobilização reuniu participantes na orla II de Juazeiro. Vídeo: Organização

Fim da jornada 6×1

O fim da jornada 6×1 tem sido uma das principais apostas do governo na agenda trabalhista e já está em tramitação no Congresso Nacional, com expectativa de avanço nas próximas semanas.
 
Estão em tramitação no Congresso Nacional algumas propostas para acabar com essa escala. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais. A transição se daria ao longo de dez anos.
 
A outra proposta pensada (PEC 8/25), da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.
 
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva também enviou ao Congresso um projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais. O PL com urgência precisa ser votado em até 45 dias ou tranca a pauta do plenário da Câmara.