Ao tomarem conhecimento dos tiros, os proprietários iniciaram buscas pelo cachorro e o encontraram já sem vida e em chamas dentro de uma propriedade vizinha. Suspeito do crime foi identificado
Uma cena de extrema crueldade foi registrada na tarde desta terça-feira (16), na localidade conhecida como Rancho do Léo, zona rural de Santa Maria da Boa Vista, no sertão de Pernambuco. Um cachorro de estimação, conhecido por Pingo, foi morto a tiros e, em seguida, teve o corpo queimado.
De acordo com relatos do tutor do animal, o cão, que era de estimação da família, desapareceu da propriedade onde vivia. Apesar de o local ser cercado, o animal costumava sair eventualmente. Pouco tempo depois, moradores da região relataram ter ouvido disparos, possivelmente de uma espingarda calibre 12.
Ao tomarem conhecimento dos tiros, os proprietários iniciaram buscas pelo cachorro e o encontraram já sem vida e em chamas dentro de uma propriedade vizinha.
Segundo moradores, não seria a primeira vez que animais são mortos a tiros naquela área e, posteriormente, têm os corpos queimados.
Abalado com a perda, o tutor do cão descreveu o animal como dócil e muito querido por todos.
“É a mesma coisa que perder um filho. Nosso cachorro era muito dócil, brincalhão, e todo mundo que andava aqui e o conheceu sabe disso. Ele não era agressivo com ninguém, nem mesmo com outros animais”, relatou.
O dono do animal procurou a Delegacia de Polícia Civil de Santa Maria da Boa Vista, mas informou que não conseguiu registrar a ocorrência no local. A Polícia Militar também foi acionada e iniciou diligências imediatamente. Por volta das 19h20, os policiais localizaram o suspeito de praticar o ato. O suspeito e o tutor do animal deverão ser encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Cabrobó para a adoção das medidas cabíveis.
A legislação brasileira prevê punições severas para casos de maus-tratos contra cães e gatos. Conforme a Lei nº 9.605/1998, alterada pela Lei nº 14.064/2020, a pena para quem praticar maus-tratos contra esses animais é de reclusão de 2 a 5 anos, além de multa e proibição da guarda do animal. A pena pode ser aumentada em situações agravantes, inclusive quando o crime resulta na morte do animal.
Abalada com a perda, ao Nossa Voz, da rádio Boa Vista FM, a família do animal disse esperar que o responsável seja devidamente punido e que o caso sirva de exemplo para coibir a prática de maus-tratos, evitando que outros animais sejam vítimas de atos de extrema crueldade.
Através das redes sociais, várias pessoas que conheciam o cãozinho Pingo também relataram o quanto o animal era dócil e reforçaram a cobrança por justiça.
O caso deve ser investigado pelas autoridades policiais.
Anderson Guimarães
Nossa Voz/Boa Vista FM



