Após o presidente estadual do União Brasil e ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, declarar apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra e se colocar como pré-candidato ao Senado pela futura federação, o presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira, reafirmou nesta quinta-feira (19) que o comando da Federação União Progressista em Pernambuco seguirá sob liderança do deputado federal Eduardo da Fonte.
A declaração ocorre em meio às articulações políticas no estado e às divergências internas sobre alianças para as eleições de 2026.
Segundo Ciro Nogueira, a definição já estava prevista no estatuto da federação, que reúne União Brasil e Progressistas, e não sofreu alterações após o posicionamento do partido aliado.
“Eduardo da Fonte é meu companheiro de trajetória ao longo de muitos anos no Congresso Nacional. Seu comando estadual na Federação União Progressista já estava previsto no estatuto, sem qualquer objeção. Vamos seguir fazendo política com respeito às lideranças partidárias em todo o país. Em Pernambuco, essa definição está consolidada”, afirmou o senador.
De acordo com ele, o deputado terá autonomia para conduzir os rumos políticos da federação no estado.
Contexto político
Na quarta-feira (18), Miguel Coelho anunciou apoio à reeleição de Raquel Lyra e afirmou que a federação deverá indicar um nome para o Senado, posição que, segundo ele, teria respaldo da direção nacional.
Ele também declarou que, em caso de divergência interna sobre a aliança majoritária em Pernambuco, a decisão caberá ao comando nacional da federação.
Em comunicado divulgado pelo PSD, partido presidido por Raquel Lyra em Pernambuco, Miguel Coelho afirma que a aliança é em defesa “da nossa gente”.
Miguel Coelho tem costurado uma possível candidatura ao Senado desde 2022, quando perdeu as eleições para governador de Pernambuco. Na época, ficou em quinto lugar, com 18,04% dos votos válidos, e não foi ao segundo turno disputado entre Raquel Lyra e Marília Arraes.
Contudo, a Federação União Progressista, que une União Brasil e PP, ainda aguarda homologação pelo Tribunal Superior Eleitoral, prevista para o próximo dia 26 de março.
Apesar do movimento do União Brasil, o Progressistas ainda não oficializou apoio à governadora. Eduardo da Fonte, inclusive, é citado como possível candidato ao Senado.
Rupturas e movimentos recentes
O cenário político estadual também é marcado por reconfigurações recentes. Miguel Coelho apoiou Raquel Lyra no segundo turno de 2022, mas posteriormente rompeu com a governadora. Em 2024, passou a apoiar o prefeito do Recife, João Campos, durante sua campanha à reeleição.
Apesar do anúncio do União Brasil sobre a reeleição de Raquel Lyra, o PP ainda não cravou apoio à governadora. Eduardo da Fonte é, inclusive, um dos possíveis candidatos ao Senado.
Mas, após sinalização de apoio à chapa de João Campos, a governadora demitiu nomes indicados pelo Progressistas à presidência de órgãos do governo. Os exonerados foram:
- Presidente do Ceasa, Bruno Rodrigues;
- Presidente do Porto do Recife, Paulo Nery;
- Presidente do Lafepe, Plinio Pimentel.



