Clima frio em Petrolina tende a aumentar e temperaturas mais frias estão previstas para julho, diz meteorologista Mário de Miranda

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O meteorologista da Univasf, Mário de Miranda, em entrevista ao programa Nossa Voz desta quarta-feira (10). Foto: Mídias Sociais/Nossa Voz

Durante entrevista ao Nossa Voz, o meteorologista da Univasf informou que temperaturas devem cair, principalmente, durante a madrugada no município, após a chegada do inverno, no dia 20 de junho e, sobretudo, durante o mês de julho

A mudança climática que gera dias mais frios e clima mais ameno, com a proximidade do inverno, já está dando sinais em Petrolina. O clima está mais frio, principalmente, durante as manhãs e de madrugada, apresentando tempo nublado e tendências de chuva leve ao longo do dia. Durante entrevista ao programa Nossa Voz, desta quarta-feira (10), o meteorologista da Universidade Federal da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Mário de Miranda, informou que a estação mais fria do ano começa, oficialmente, em 20 de junho, mas as temperaturas mais frias, em Petrolina, ainda estão por vir e, geralmente, são registradas no mês de julho e agosto.

“O inverno começa, oficialmente, no dia 20 de junho. E o mês mais frio, aqui, em média, é o mês de julho. Em alguns anos, esse dia mais frio ocorre nas madrugadas, o horário que a temperatura é mais baixa. Nós já tivemos temperatura aqui de 13,9 °C de madrugada. Então, pode acontecer em junho, pode acontecer em julho, principalmente em julho, mas às vezes acontece até em agosto”, explicou o meteorologista.

Sobre a possibilidade de chuvas, nesse período, Mário de Miranda disse que a maior probabilidade é de que os dias sejam marcados pelos chamados chuviscos.

“Não é impossível a gente ter chuva aqui nesse período. Agora, o que a gente tem é chuvisco. Chuvisco é uma chuva que a intensidade dela em 1 hora corresponde a menos do que 5 mm. Já a chuva moderada vai de 5.1 até 60 mm por hora e acima de 60 mm por hora é chuva”, disse o meteorologista.

A respeito das temperaturas, Mário de Miranda disse que o clima não deve chegar aos 35ºC. “Olhe, geralmente essas máximas, para a gente fazer um comparativo, teve dia aqui nos nossos registros, a gente tem registros desde 1º de abril de 2007. A gente já teve dia que a máxima não passou de 23, 24 graus. Mas em média ela chega aí a uns 30 graus, 32 graus. Em junho e julho dificilmente passa disso”, destacou.

O meteorologista da Univasf disse ainda que os petrolinenses também enfrentarão ventos um pouco mais fortes que irão refrescar mais o clima entre junho e agosto. Ele também esclareceu que não deve haver preocupação extrema com o super El Niño que traz o alerta para condições de extremos climáticos no Brasil.

“Na Univasf, nós temos o laboratório mais equipado das universidades federais do Brasil. Então, não há motivo, então, para nenhuma preocupação. Nós tivemos dois El Niños razoáveis no século passado. Aí nós tivemos seca em 1982, 1983, mas não foi tão abrangente, embora tenha sido grande e o maior que foi 1998. Mas não foram 5 anos de seca, não foi essa calamidade, a gente não teve tanta morte. Agora, quando isso ocorre, há um aproveitamento muito forte disso aí. Vocês não imaginam a quantidade de vezes que eu tenho dado entrevista para desmentir essas secas que não existem”, disse o meteorologista.

Confira a entrevista na íntegra

A entrevista completa com o meteorologista da Univasf, Mário de Miranda, no programa Nossa Voz desta quarta-feira (10), está disponível no canal da Grande Riom FM, no YouTube, através do link.