A sessão desta terça-feira (09) na Câmara Municipal de Petrolina ganhou um ingrediente extra além da pauta legislativa. Nos bastidores, um desentendimento entre o presidente do PL em Petrolina e pré-candidato a deputado federal, Carlos Britto, e o vereador Dhiego Serra, que também é pré-candidato a deputado federal, chamou a atenção de quem acompanhava os trabalhos na Casa Plínio Amorim.
Os dois trocaram palavras em meio ânimos exaltados, meio o desenrolar da sessão, e a situação só fpo controlada porque houve intervenção do vereador Ronaldo Cancão, que entrou na discussão para conter o clima e evitar que o embate se agravasse.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento da discussão. Em um dos trechos captados em áudio, Serra aparece questionando se, em algum momento, teria ofendido Carlos Britto. A cena rapidamente repercutiu nos bastidores políticos da cidade.
Entenda a sequência dos fatos
De acordo com informações apuradas pelo Nossa Voz, o episódio desta terça não surgiu isoladamente. O embate acontece em um contexto de distanciamento político entre os dois nomes, que já vinha sendo percebido há algum tempo.
Hoje, Britto preside o PL de Petrolina e mantém proximidade com a ex-candidata a prefeita, Lara Cavalcanti. Lara, por sua vez, já não vinha tendo boa relação política com Dhiego Serra desde o último ciclo eleitoral.
Nos bastidores, circula a informação de que o mal-estar também pode estar ligado a uma possível disputa interna pelo comando do partido em Petrolina. Nenhuma das partes, no entanto, confirmou oficialmente essa versão.
Outro rumor que circula no meio político é o de que o desgaste recente também teria sido alimentado por uma suposta aproximação de Dhiego Serra com o ex-prefeito e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho (União Brasil). Ao ser questionado, Serra afirmou ser adversário político de Coelho, mas não inimigo.
Silêncio oficial
Após o episódio, o Nossa Voz procurou tanto Carlos Britto quanto Dhiego Serra para ouvir a versão de cada um sobre a discussão. Nenhum dos dois quis se pronunciar oficialmente.
Sem manifestações públicas dos envolvidos, o episódio amplia as especulações sobre o ambiente interno do PL em Petrolina, especialmente em um momento em que o partido já começa a viver as tensões naturais de pré-campanha e de definição de espaços para 2026.



